Tempo
|
A+ / A-

Covid-19

Catarina Martins espera que não haja “cinismo parlamentar” sobre prorrogação de subsídios

02 fev, 2021 - 18:59 • Lusa

A líder do Bloco diz que o Governo até podia ter o problema já resolvido sem ter de esperar pelo Parlamento.

A+ / A-

Veja também:


A coordenadora do BE espera que não haja “cinismo parlamentar” que impeça a aprovação da recomendação ao Governo para que os subsídios de desemprego e social de desemprego sejam prorrogados automaticamente, desafiando o executivo a avançar com um decreto.

Catarina Martins e o deputado do BE José Soeiro ouviram esta terça-feira, virtualmente, dezenas de testemunhos de pessoas em situação de desemprego e sem qualquer apoio uma vez que os seus subsídios terminaram e não foram prorrogados em período de crise pandémica, na véspera do debate em comissão parlamentar de um projeto de resolução do partido que recomenda, precisamente, que estes sejam prolongados automaticamente.

“Não há cinismo parlamentar que possa ser um obstáculo à aprovação do que é de maior sensatez: garantir já a prorrogação do subsídio de desemprego, do subsídio social de desemprego a esta gente que precisa”, apelou a líder bloquista.

Para Catarina Martins, “as pessoas não são números numa tabela de Excel e as pessoas não pagam as contas com um anúncio que é feito sobre um apoio que há de vir”, criticando que, no meio de uma pandemia, toda “a burocracia é inútil, humilha as pessoas e deixa as pessoas sem apoio”, sendo preciso “mecanismos automáticos e já”.

“O Governo até podia já ter isto a funcionar sem precisar do parlamento, neste momento. Se o Governo quiser fazer um decreto, agora, ao fim da tarde, a dizer que prolonga os subsídios de desemprego, não verá do Bloco de Esquerda nenhum obstáculo, apenas aplauso”, desafiou.

Na perspetiva da líder bloquista, “o que é preciso é que seja feito e é que seja feito já” porque as “pessoas não podem esperar mais”.

“Quanto à iniciativa parlamentar que o BE toma, amanhã [quarta-feira] é uma e era muito importante que houvesse uma maioria, uma maioria clara, uma maioria expressiva porque, entretanto, ainda não temos o tal decreto do Governo que resolveria o problema e não resolveu. Não será a única iniciativa que tomaremos”, assegurou.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • manuel ferraz
    02 fev, 2021 Porto 20:47
    Por esta imagem Catarina diz: Avemos papa. Em portugal como diz ferro Rodrigues já temos "fumo branco"

Destaques V+