A+ / A-

Joacine afirma que foi eleita sozinha sem apoio da direção do Livre

24 nov, 2019 - 14:03 • Redação

A deputada do Livre afirma que a desafinação com o Livre não é nova.

A+ / A-

Na noite da festa do sexto aniversário do Livre, mas com um ambiente de "cortar à faca", Joacine Katar Moreira, deputada pelo Livre na Assembleia da República, afirmou que ganhou as eleições sozinha.

"Fui eu que ganhei as eleições, sozinha, e a direção quer ensinar-me a ser política”, afirma a deputada ao Observador, esclarecendo que o apoio que teve ao longo da campanha só chegou “de quem não era do partido”, diz Joacine.

Até na noite das eleições legislativas, Joacine garante ao jornal online ter-se sentido incomodada com a direção. Apontando diretamente a Rui Tavares e a “alguns membros da direção” que, do seu ponto de vista, antes de ser conhecida a eleição de uma deputada, festejavam a atribuição da subvenção partidária. Katar Moreira lamenta que a prioridade tenha sido festejar a subvenção e não aguardar para saber se conseguiam eleger algum deputado.

O que terá acontecido na manhã deste sábado terá sido resultado de uma precária comunicação, feita apenas com troca de e-mails, por canais oficiais. Na caixa de e-mail do partido na Assembleia da República (à qual dificilmente prestariam atenção, por ser sábado e cedo na manhã, explica) caiu o comunicado da direção sobre a abstenção de Joacine no voto de condenação pela “nova agressão israelita a Gaza”.

A deputada do Livre reconhece que tem “interesse” em manter uma boa relação com a direção do partido, “quer ao nível da relação institucional, quer ao nível da responsabilização”, mas tal não só não acontece neste momento, como “nunca aconteceu”.

Na noite de aniversário do Livre, Rui Tavares foi um dos que saiu do restaurante bastante tempo antes de Joacine chegar, para ir à RTP, onde é comentador habitual.

"Em relação a falhas de comunicação prévias ao voto, devo dizer que, conhecendo bem a forma de funcionamento do partido e sabendo que é uma direção colegial de 15 pessoas, em que é sempre possível apanhar alguém ao telefone, este argumento para mim não colhe", disse o fundador do Livre.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • João Lopes
    25 nov, 2019 11:42
    Como se sabe, os partidos comunistas mais ou menos extremistas, são por natureza totalitários, não são partidos democráticos, ainda que tenham sempre na boca a palavra democracia para se auto-convencerem e assim enganarem os papalvos!
  • Cidadao
    24 nov, 2019 Lisboa 17:03
    Já o disse e repito-o aqui: Rui Tavares, você tem um grande problema entre mãos. Não sei se o seu objetivo era só eleger alguém, sem se importar quem era esse alguém. Não sei se estava apenas interessado nos 3,5€, que dizem que os partidos que elegem pessoas, recebem por voto. Não sei se foi enganado ou se enganou, quanto a quem metia como cabeça-de-lista com possibilidade de ser eleito. Não sei. O que sei é que deve estar arrependidíssimo de essa pessoa ser a Joacine...
  • César Augusto Saraiva
    24 nov, 2019 Maia 16:16
    Não tarda em chegarem ao «Zangam-se as "comadres" descobrem-se as verdades!»...

Destaques V+