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Comunidade ucraniana reúne-se em Lisboa em apoio a Zelensky

27 mai, 2024 - 18:24 • Lusa

Esta visita de Zelensky "será uma oportunidade para reiterar o compromisso de Portugal para com a soberania e integridade territorial da Ucrânia, bem como com a manutenção do apoio político, militar, financeiro e humanitário a Kiev".

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A Associação dos Ucranianos em Portugal (AUP) convocou uma concentração para terça-feira em Lisboa, para expressar apoio ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que nesse dia visita a capital portuguesa.

O líder da AUP, Pavlo Sadokha disse hoje à agência Lusa que a manifestação está agendada para as 19:00 junto do Palácio de Belém, onde à mesma hora o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem um jantar previsto com o homólogo ucraniano.

Segundo Sadokha, trata-se de "uma manifestação de boas-vindas" a Zelensky e também para lhe dirigir "uma mensagem de apoio", após mais de dois anos da invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

Esta comunidade é uma das mais expressivas em Portugal, onde se estima que residam acima de cem mil ucranianos, num contingente reforçado logo a seguir à invasão das tropas de Moscovo com 59.532 títulos de Proteção Temporária a refugiados, de acordo com dados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), dos quais 1.566 já solicitaram o cancelamento do respetivo título.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estará em Portugal na terça-feira, sendo recebido pelo Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, acedendo a um convite feito em agosto de 2023.

De acordo com uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, divulgada simultaneamente pelo gabinete do primeiro-ministro, "a visita de trabalho do Presidente Zelensky insere-se na intenção partilhada de aprofundar as excelentes relações entre os dois estados, com enfoque particular no reforço da cooperação no domínio da segurança e defesa".

"Durante a estadia, o Presidente da Ucrânia terá reuniões de trabalho com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e será recebido pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa", acrescenta-se no texto.

De acordo com a mesma nota conjunta, esta visita de Zelensky "será ainda uma oportunidade para reiterar o compromisso de Portugal para com a soberania e integridade territorial da Ucrânia, bem como com a manutenção do apoio político, militar, financeiro e humanitário a Kiev".

O Presidente da Ucrânia, durante a sua visita a Espanha - que esteve prevista para 17 de maio, mas foi cancelada - também confirmou que irá visitar Portugal.

A deslocação de Zelensky ocorre numa fase em que a Rússia intensificou a sua ofensiva no leste da Ucrânia e abriu desde o início de maio uma nova frente de combate no nordeste, na região de Kharkiv, que se somam aos bombardeamentos intensivos contra infraestruturas vitais do país e que atingem também alvos civis.

O líder ucraniano continua a pedir insistentemente apoio militar aos seus aliados ocidentais para contrariar a superioridade russa em efetivo, armamento e munições.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse hoje que um acordo vai ser assinado na terça-feira na presença do Presidente da Ucrânia, que sistematiza todo o apoio prestado por Lisboa nos últimos dois anos e abrange os próximos dez.

"Foi concluído, há cerca de três semanas, o acordo político entre Portugal e a Ucrânia que é um acordo bilateral em todas as áreas em que cooperámos nestes dois anos", disse Paulo Rangel em Bruxelas, no âmbito de uma reunião ministerial.

O acordo, assinado por ocasião da visita do Presidente da Ucrânia, inclui a "assistência humanitária, financeira, militar, política" no que diz respeito ao processo de integração na União Europeia.

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  • Alexandra Silva
    28 mai, 2024 Vilar Paraíso VNG 14:27
    Impera a necessidade de uma solução para esta guerra e apoio incondicional para estes guerreiros. Zelensky representa o herói dos nossos medos. Aquele que enfrenta a ameaça que paira sobre todas as cabeças europeias, mas que preferimos ignorar. Temos sido a palmadinha nas costas e a presença com pouca consistência, porque tudo parece longe. Mas o melhor é prevenir e que todos os países mostrem que não é para chegar perto, antes que seja tarde demais, como quase esteve para acontecer na 2ª GM, não fosse Churchill ter optado pela não rendição.

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