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Antigo logótipo polémico retirado do Governo de Montenegro ganha prémio

25 mai, 2024 - 16:40 • Beatriz Pereira

O símbolo da República Portuguesa, que tinha sido pedido pelo Executivo de António Costa, tornou-se polémico pela simplificação da imagem e o custo de 74 mil euros. O trabalho é agora considerado o melhor trabalho de branding em Portugal, em 2023.

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Foi a primeira mudança do Governo de Montenegro: logo após a tomada de posse do primeiro-ministro e dos novos 17 ministros, o logótipo que o Governo de António Costa tinha integrado, para modernizar a imagem da República Portuguesa, foi alterado para o antigo.

Na altura, a imagem tinha gerado polémica pela simplificação do símbolo, que se mostrava sem esfera armilar, quinas e castelos, mas também pelo custo no valor de 74 mil euros.

Ainda antes de ser primeiro-ministro, Luís Montenegro tinha-se comprometido, por isso, que se ocupasse o cargo, a imagem gráfica com símbolos da bandeira de Portugal iriam ser recuperados.

"É que faz toda a diferença. Nós, no nosso projeto, não fazemos sucumbir as nossas referencias históricas e identitárias a uma ideia de ser mais sofisticados, connosco não há disso. Já chega de política de plástico", afirmou então Montenegro.

A promessa, criticada por uns e aclamada por outros, acabou por ser cumprida.

Agora, "esquecida" a polémica, o trabalho do atelier do designer Eduardo Aires, um dos mais reconhecidos designers portugueses, recebeu, esta sexta-feira, o prémio Ouro na categoria de Branding, nos prémios do Clube de Criativos de Portugal.

De acordo com a descrição do trabalho, a "identidade visual do XXIII Governo de Portugal foi enquadrada pela necessidade de criar uma ferramenta de comunicação perfeitamente adequada ao ambiente digital contemporâneo", "que permita uma ampla versatilidade de aplicação em suportes diversos", incluindo "a adaptação às redes sociais do Governo".

Com esta distinção, o trabalho fica apurado automaticamente para os prémios europeus do Art Directors Club Europe.

Já na categoria de publicidade, o Ouro foi para o anúncio da IKEA, que promoveu uma estante, com o slogan "Boa para guardar livros ou 75.800 euros", numa referência à operação "Influencer", que levou à demissão do primeiro-ministro António Costa.

A publicidade, criada pela agência Uzina, levou até a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a receber queixas.

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