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​Enfermeiros alertam para constrangimentos na distribuição de vacinas

04 abr, 2024 - 16:20 • Anabela Góis , com redação

Em causa, diz a Ordem dos Enfermeiros, estão vacinas essenciais para o tétano, a difteria, a hepatite B, hexavalentes, tetravalentes, entre outras. Contactada pela Renascença, a Direção Executiva do SNS diz que não tem indicação de qualquer falha de vacinas.

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Os enfermeiros dos cuidados de saúde primários denunciam constrangimentos na distribuição de vacinas que integram o Programa Nacional de Vacinação.

Os profissionais de saúde dizem que as vacinas estão a chegar em pequenas quantidades e que são insuficientes para suprir as necessidades.

O bastonário da Ordem do Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, diz à Renascença que há relatos de faltas um pouco por todo o país mas, sobretudo, na região Norte e no Centro.

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"Constrangimentos na distribuição de vacinas, um pouco por todo o país"

“Temos recebido várias exposições por parte enfermeiros de cuidados de saúde primários sobre os constrangimentos na distribuição de vacinas, um pouco por todo o país, com mais expressão no Norte e Centro do país. Temos relato de uma unidade que não recebe vacinas desde dezembro de 2023 e isso preocupa-nos bastante do ponto de vista da imunidade, até das crianças.”

Em causa, diz a Ordem dos Enfermeiros, estão vacinas essenciais para o tétano, a difteria, a hepatite B, hexavalentes, tetravalentes, entre outras.

O bastonário acredita que o problema se deve à mudança da distribuição que passou das ARS – agora extintas – para as Unidades Locais de Saúde e, por isso, pede a intervenção da Direção Executiva do SNS.

Contactado pela Renascença, o gabinete de Fernando Araújo diz que não tem indicação de qualquer falha de vacinas.

Em resposta à Renascença, a Direção-Geral da Saúde (DGS) admite que “possam existir algumas situações pontuais de stocks de vacinas abaixo do desejável, mas que têm sido regularizadas de imediato”.

“A existência pontual de stock abaixo de desejável não compromete, em circunstância alguma, o cumprimento dos objetivos do Programa Nacional de Vacinação”, garante a DGS.

Em caso de falta pontual de vacinas, “a robustez dos sistemas de vigilância e informação permitem que os utentes que aguardam a vacinação sejam imediatamente convocados, logo que seja regularizado o respetivo stock”, sublinha.

[notícia atualizada às 19h17 - com a reação da DGS]

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