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Educação

Reportagem em escola de Lisboa. "Aumenta a ansiedade de pais e alunos"

22 mar, 2024 - 10:44 • João Cunha

No final do 2.º periodo, que hoje termina, há ainda por todo o país alunos sem professores. Muitos são de disciplinas nucleares, o que faz aumentar a ansiedade entre a comunidade escolar.

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No interior da Escola Básica 2.º e 3.º ciclos Delfim Santos, em São Domingos de Benfica, os 1.100 alunos já cumprem o último dia de aulas do segundo período. E há problemas que persistem.

"Temos tido relatos de pais que falam connosco que nos dizem que há várias turmas sem professores. Há, por exemplo, uma turma do 8.º ano que, desde o início do ano, não tem professor de Português nem de Matemática", revela Ricarda Fernandes, um dos elementos da associação de pais.

Ocasionalmente, acrescenta, "há alunos que ficam sem professores por baixas médicas". "É um tema preocupante e que causa ansiedade, tanto a pais como alunos", diz.

É legítimo questionar que aprendizagem é adquirida por cada aluno sem professor a determinada disciplina. A progressão "fica atrasada", diz Ricarda.

"Ressentem-se, provavelmente, no acompanhamento destas matérias, sobretudo porque são disciplinas nucleares, sujeitas a exames nacionais".

A este propósito, outro foco de ansiedade para muitos alunos e professores é a realização de provas de aferição e de exames nacionais do 9.º ano.

"A nossa preocupação é que ainda há muitos alunos na escola sem acesso ao kit digital. A escola não dá resposta, referindo apenas que está á espera de indicações do Ministério para saber o que vai disponibilizar aos alunos. Há computadores avariados e não há técnicos para os reparar. E, portanto, os alunos ficam incapacitados de utilizar esse equipamento".

Outra questão, em especial nesta escola, prende-se com as prometidas as que nunca mais arrancam. Há inclusive pais com filhos nesta escola que também a frequentaram, enquanto crianças.

"O meu marido foi aluno desta escola", assegura Ricarda Fernandes. "Diz que está igual... Ou melhor: diz que está pior do que estava. Não houve grandes obras", revela.

Foram os próprios pais a realizar algumas intervenções nas salas, que pintaram e repuseram estores, e a direção do agrupamento não deixou de se sentir envergonhada por ver os pais a arregaçar as mangas.

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