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Portugal é o país com maior dependência de idosos na UE

15 fev, 2024 - 21:40 • João Pedro Quesado

Há tantos portugueses com menos de 47 anos como portugueses com mais de 47 anos, segundo os números do Eurostat.

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Portugal é o país da União Europeia com o maior rácio de dependência de idosos da União Europeia. Em 2023, havia mais 38% de pessoas com 65 ou mais anos em Portugal face ao número de portugueses entre os 15 e os 64 anos.

Segundo o Eurostat, o Serviço de Estatística da União Europeia, Portugal ultrapassou a Itália e a Finlândia, com rácios ligeiramente inferiores. Os rácios mais pequenos pertencem ao Luxemburgo, Irlanda e Chipre.

O rácio de dependência de idoso é uma relação entre o número de pessoas idosas, com 65 ou mais anos de idade, e o número de pessoas em idade ativa, entre os 15 e os 64 anos.

Em 2013, este rácio era de 29,4% em Portugal. Em 2018, já tinha subido para 33,3%, e o maior aumento aconteceu de 2021 para 2022 - um salto de 35% para 37,2%.

Portugal foi o país com o maior aumento da idade mediana face a 2013. Numa década, a idade mediana aumentou 4,4 anos, para 47 anos de idade. Isso significa que há tantos portugueses com menos de 47 anos como há portugueses com mais de 47 anos.

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  • Anastácio José Marti
    16 fev, 2024 Lisboa 11:03
    Onde está a novidade de tão grande dependência por parte dos idosos portugueses? Mais importante do que constatarmos esta vergonha nacional seria fazer algo para minimizar ou anular tão grande dependência, seja aumentando as míseras reformas com que a maioria sobrevive que mal dão para os medicamentos de que necessitam, muito menos para terem um final de vida com a dignidade humana a que têm direitos mas que estes políticos lhes negam. Aqui está mais uma das vergonhas nacionais que não constam em nenhum programa de nenhum dos partidos políticos concorrentes às eleições de 10/3/2024, como se o país fosse um e os programas políticos tivesses sido escritos para um outro país que não este com a classe média a ser destruída e a ser empurrada para as pobreza e miséria, onde as classes baixas já estão há muito tempo com reformas de 200 e poucos euros mensais. Como pode um país desenvolver-se, enriquecer e dar qualidade de vida aos seus cidadãos se as políticas que nos são aplicadas ano após ano e com aumentos abaixo da taxa de inflação, nos empurram para a pobreza e miséria sem nos dar esperança de qualidade de vida alguma para que os nossos filhos e netos não tenham, como de há muito têm necessidade de irem à procura noutros países aquilo que não conseguem em Portugal? Face a estas vergonhas nacionais que deveriam envergonhar todo e qualquer político que nada fez até hoje, para resolver as mesmas, e depois admiram-se de que a abstenção seja a que tem sido com tendências para subir.

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