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Governo deixou fechar linha de financiamento europeu para rastreio do cancro pulmão

10 fev, 2024 - 09:48 • Lusa

Em novembro, o alargamento dos programas de rastreio oncológico aos cancros do pulmão, da próstata e do estômago acabou por ser incluído no Orçamento do Estado para 2024.

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O presidente da associação dos Centros de Responsabilidade Integrados (CRI) denunciou hoje que o Governo deixou encerrar em 2023 a linha de financiamento europeia que permitia avançar com rastreios do cancro do pulmão, sublinhando a importância da prevenção. .

"Tivemos conhecimento disso numa reunião que a associação teve a pedido da associação de rastreio do cancro do pulmão", disse à Lusa João Varandas Fernandes.

O especialista lembrou que, neste caso, "há um trabalho empenhado de uma equipa de especialistas, maioria das vezes "pro bono", e acaba por não haver consequências".

O ministro Manuel Pizarro tinha anunciado em dezembro de 2022 o alargamento do programa de rastreios oncológicos aos cancros do pulmão, da próstata e do estômago, apontando que arrancariam em 2023 com projetos-piloto. Contudo, tal acabou por não acontecer.

Já em novembro do ano passado, o alargamento dos programas de rastreio oncológico aos cancros do pulmão, da próstata e do estômago acabou por ser incluído no Orçamento do Estado para 2024 (OE2024).

A este respeito, frisando que "não se podem desperdiçar estas linhas de financiamento europeu", Varandas Fernandes insistiu que "na prevenção precoce do cancro, quanto mais precoce melhor e tudo o que seja investimento nesta área vai trazer menos despesa mais tarde".

"O Ministério [da Saúde] tem que se desburocratizar", afirmou o responsável, que insiste na necessidade de maior planeamento na área da Saúde.

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  • Sara
    10 fev, 2024 Lisboa 23:06
    Não uso o sistema público de saúde, há muito tempo, não tenho médico, o pouco que me sobra gasto no privado, tenho sorte, por ainda poder pagar, até quando não sei, mas quando submeto o meu IRS entre outras direções para onde vai os nossos impostos, que tambem é um absurdo, uma percentagem vai para o SNS, não uso, não tenho direitos, mas vejam o que eu digo de acordo com aquilo que oiço de.pessoas entendidas, parece que há especialidades em hospitais em que mais de metade os doentes são de outros países, que vem cá ter tudo à borla, até pedem.para.dizer que precisam de ser acompanhados.pelos familiares, e.o.estado paga tudo, alguém sabe como reaver o nosso dinheiro, já que não é usado por nós, mas pelos outros, podemos fazer uma queixa a Bruxelas?

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