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Bloco de Esquerda defende aumento do salário médio em Portugal

08 jan, 2024 - 13:57 • Vítor Mesquita , Teresa Paula Costa com Lusa

Mariana Mortágua alerta que os salários médios têm vindo a ser “comidos” pelo salário mínimo.

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A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) alerta para a necessidade de se acautelar a subida do salário médio, defendendo que o aumento do salário mínimo proposto pelo líder socialista, Pedro Nuno Santos, representa uma subida a um ritmo menor ao deste ano.

No encerramento do Congresso do PS, Pedro Nuno Santos propôs aumentar o salário mínimo para, pelo menos, 1.000 euros até ao final da próxima legislatura, em 2028, e rever o acordo de rendimentos negociado em concertação social.

“A proposta que o secretário-geral do Partido Socialista apresentou, na verdade, o que faz é manter o aumento do salário mínimo a um ritmo que é inferior ao aumento deste ano. O salário mínimo tem que aumentar a um ritmo superior a esse, mas mais importante ou tão importante como aumentar o salário mínimo, é preciso aumentar o salário médio”, disse Mariana Mortágua, durante uma visita ao mercado semanal do Fundão, no distrito de Castelo Branco.

A bloquista defendeu que “os salários, todos, sejam arrastados pelo salário mínimo, porque o que tem acontecido em Portugal é que é importante aumentar o salário mínimo, é muito importante, mas os salários médios vão ficando para trás e vão sendo ‘comidos’ pelo salário mínimo”.

BE quer leques salariais para grandes empresas

Mariana Mortágua defendeu também a instituição de leques salariais para os gestores de grandes empresas como forma de acabar com as desigualdades salariais no país.

"Esta é uma forma de subir os salários médios em grandes empresas, que apesar de terem lucros milionários", e pagarem "salários milionários" aos seus administradores, "mantêm um exército de trabalhadores com salário mínimo ou pouco mais", defendeu.

A coordenadora do BE insistiu que é preciso acabar com esta "enorme desigualdade" que faz com que um gestor de uma grande empresa ganhe "100, 200 ou 300 vezes mais" do que um trabalhador médio e defendeu que esta "é também uma forma de trazer igualdade a um país tão desigual, onde se permite que um administrador ganhe tantas vezes aquilo que ganha uma pessoa esforçada que trabalha de manhã à noite para produzir o lucro".

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