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Lei de autodeterminação de género nas escolas

Famílias numerosas. Estado está a substituir papel dos progenitores

17 dez, 2023 - 10:30 • Ana Rita Borda de Água , Daniela Espírito Santo

Associação Portuguesa das Famílias Numerosas recebeu com preocupação notícia da aprovação da lei de autodeterminação de género nas escolas.

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Foi com preocupação que a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas recebeu a notícia da aprovação da lei de autodeterminação de género nas escolas.

Em declarações à Renascença, Rita Mendes Correia, da associação, deixa o alerta de que o Estado está a substituir o papel dos progenitores.

"A família é a primeira escola de qualquer criança. Os pais são os responsáveis pela sua educação e a família deve ter sempre primazia sobre todas as outras entidades na edução dos filhos. E isto preocupa-nos porque, de facto, o Estado está a tentar substituir-se à família e não tem legitimidade para o fazer", defende.

A presidente da direção da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas critica ainda o Governo por ter tomado uma decisão sem ouvir todas as partes interessadas.

"Tivemos alguns elementos que nos provocaram algum alerta sobre esta questão, nomeadamente o facto, por exemplo, da associação nacional de diretores de agrupamentos e de escolas públicas, que não foram ouvidos neste processo", acrescenta Rita Mendes Correia que diz que tal facto "reforça muito a ideia de que este Governo está a tentar fazer passar esta medida no final do seu mandato um bocadinho à pressão". Esse "sinal claro" foi o que os levou a agir contra aquilo que entende como um ataque à liberdade dos pais.

"Parece-nos estranho que a medida seja tomada sem que sejam ouvidas quaisquer vozes. Independentemente disso, é uma medida que ataca a liberdade dos pais. Portanto, para nós não faz sentido que seja aprovada uma medida como esta", remata.

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