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Alterações climáticas

Portugal sobe um lugar no índice de desempenho das alterações climáticas

08 dez, 2023 - 09:15 • José Pedro Frazão

Estudo das ONG Germanwatch, NewClimate Institute e CAN International coloca Portugal em 13º lugar com pontuação média em política climática e energias renováveis e alta no uso de energia e emissões de gases com efeito estufa.

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Portugal está no lote dos países com desempenho climático alto no "Índice de Desempenho de Alterações Climáticas", subindo um lugar face ao ano anterior, situando-se agora em 13.º lugar. A avaliação é feita por diversas organizações não governamentais internacionais da área ambiental e divulgada à entrada para a recta final das negociações da Conferência da ONU que decorre no Dubai (COP28).

Olhando aos parciais, Portugal arrecada classificações altas em matéria de emissão de Gases de Efeito de Estufa per capita (16.º lugar) e em uso da energia (17.º lugar). Nas restantes categorias, o nosso país obtém pontuações médias no uso de energias renováveis e a política climatica (ambas no 20.º lugar).

A classificação global implica que Portugal é o 10.º país como m melhor desempenho uma vez que as ONG mantêm a tradição de não nomear países para os três melhores lugares reservados para pontuações muito altas. O índice avalia o desempenho das políticas climáticas de 63 países e também da União Europeia, que representam 90% das emissões no mundo inteiro.

Ambientalistas querem mais

A associação Zero produziu o capítulo sobre Portugal e sustenta que apesar do anúncio da antecipação da neutralidade climática para 2045, os resultados mostram que é preciso um esforço maior na redução de emissões de gases com efeito de estufa.

"Temos um objetivo de redução de 55% das emissões entre 2005 e 2030, o que implica reduzirmos as nossas emissões em pelo menos 4% ao ano. Em 2021, o último ano em que temos dados finais disponíveis, nós reduzimos 2,8%", explica Francisco Ferreira , presidente da Zero.

Os ambientalistas gostariam de uma antecipação ainda maior das metas da neutralidade carbónica para 2040, assinalando a "ambição grande" na quota de energia renovável na produção de eletricidade de 80% até 2020.

"Por outro lado, continuamos ainda a subsidiar os combustíveis fósseis, apesar de nos comprometermos a que tal deixe de ter lugar até 2030. Temos uma situação preocupante, que é o facto das emissões do transporte rodoviário terem vindo a aumentar, ao contrário daquilo que é efetivamente necessário neste setor, que é já o mais representativo no quadro das nossas emissões", acrescenta o presidente da ZERO, a partir do Dubai onde se encontra a acompanhar os trabalhos da COP28.

O índice coloca a Dinamarca, Estónia e Filipinas no lote dos três países com desempenho climático. A Índia, país mais populoso do mundo, ocupa o sétimo lugar, devido a baixos consumos e emissões per capita reduzidas. Maior emissor mundial, a China estagna no 50.º lugar e os Estados Unidos, segundo maior emissor, ocupam o 57.º lugar.

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