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Mais de 15 ativistas do clima detidos ao tentar ocupar Ministério das Infraestruturas

24 nov, 2023 - 16:43 • Redação com Lusa

Da parte da manhã, três ativistas foram detidos e um ficou ferido, junto ao Ministério do Ambiente, em Lisboa.

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Mais de 15 estudantes e ativistas do ambiente foram detidos pela PSP, esta sexta-feira, quando tentavam ocupar as instalações do Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, numa ação pelo fim do fóssil e pela eletricidade 100% renovável e acessível até 2025.

Segundo adiantou à agência Lusa Matilde Alvim, dirigente do movimento Greve Climática Estudantil, as detenções dos ativistas junto ao Ministério das Infraestruturas foram efetuadas pela Unidade Especial de Polícia da PSP. Há a indicação, ainda por confirmar oficialmente, de que os jovens serão levados para instalações policiais na Penha de França, em Lisboa.

Matilde Alvim referiu que o movimento vai realizar de pronto uma vigília no local para onde serão transportados os ativistas detidos.

As detenções, descritas pela dirigente do movimento, ocorreram depois de, durante a manhã, um grupo de estudantes no Ministério do Ambiente terem sido recebidos pela polícia de choque, que carregou e levou um estudante para o hospital, tendo havido ainda três detenções.

Conforme os relatos dos ativistas, a restante manifestação junto do Ministério do Ambiente foi para a esquadra do Bairro Alto apoiar os colegas detidos. Quando iam dobrar a esquina, uma dezena de policias parou a manifestação, tendo sido detido mais um estudante.

Simultaneamente, segundo as mesmas fontes, três estudantes menores de idade foram abordados pela policia, revistados e viram as suas malas apreendidas. A assessora de imprensa do grupo parou para dizer que tal procedimento era ilegal, e foi algemada e levada para a esquadra.

Três detenções junto ao Ministério do Ambiente


Foram cerca de 50 jovens ativistas que se concentraram, esta sexta-feira, pelas 11h30, no Largo Camões. Desfilaram pouco depois em direção ao Ministério do Ambiente, mas a marcha foi momentaneamente interrompida quando a polícia revistou três manifestantes, a quem apreendeu dois "engenhos pirotécnicos" e um saco com tintas.

O desfile prosseguiu com palavras de ordem contra a exploração de energia fóssil. Ao subir a Rua do Século, já perto do ministério, os manifestantes conseguiram libertar fumos nas cores de vermelho, verde e negro de engenhos semelhantes aos apreendidos pela PSP.

Os manifestantes tentaram derrubar a barreira policial colocada junto ao Ministério do Ambiente, o que gerou levou às três detenções.

Por volta das 12h00, um agente da PSP avisou o comando que, se a situação se mantivesse, "teria de usar outro tipo de força". Poucos minutos, chegou um núcleo da Equipa de Prevenção e Reação Imediata.

"Ações disruptivas" para fazer mudar o sistema


Em declarações, na altura, à Lusa, Beatriz Xavier, porta-voz do movimento fim ao fóssil, disse que são necessárias "ações disruptivas" para fazer mudar o sistema.

Os ativistas têm realizado manifestações e ações para reivindicar o fim ao fóssil até 2030 e eletricidade 100% renovável e acessível até 2025, garantindo que este é o último inverno em que o gás fóssil é utilizado em Portugal.

Para o dia de hoje, os estudantes pretendiam "ocupar" o Ministério do Ambiente, numa ação a que chamaram "visita de estudo". Um jovem ativista pelo clima ficou ferido na cabeça e três foram detidos pela PSP durante um protesto.

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