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Travão no aumento do IUC. "PS tem medo de eleições", diz presidente do ACP

15 nov, 2023 - 09:57 • Hugo Monteiro , Olímpia Mairos

Para Carlos Barbosa, o aumento do Imposto Único de Circulação (IUC), como constava da proposta de Orçamento do Estado para 2024, “era carregar as pessoas mais desfavorecidas” e PS teve medo da retaliação.

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O presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, considera que o recuo do Partido Socialista em relação ao aumento do Imposto Único de Circulação (IUC) para automóveis e motociclos anteriores a 2007 foi uma decisão política para não perder votos nas eleições de março.

"É normal que o Partido Socialista tenha recuado porque tem medo de eleições e, portanto, se não houvesse eleições, não teriam recuado, com certeza”, diz Carlos Barbosa à Renascença.

“Com eleições, estão cheios de medo e retiraram, obviamente, uma medida que é completamente antipopular, que não tem qualquer espécie de nexo, não tem sentido”, acrescenta.

Para o presidente do Automóvel Clube de Portugal, o aumento do Imposto Único de Circulação (IUC), como constava da proposta de Orçamento do Estado para 2024, “era carregar as pessoas mais desfavorecidas e, portanto, não faz qualquer sentido”.

“E o PS sentiu que isso podia ter retaliação em relação às eleições e, portanto, retirou. É uma medida política, como foi a primeira, com certeza”, remata.

O Partido Socialista (PS) apresentou esta terça-feira uma proposta para eliminar o aumento do Imposto Único de Circulação (IUC) para automóveis e motociclos anteriores a 2007, que consta da proposta de Orçamento do Estado para 2024.

Na exposição de motivos que acompanha a proposta, o Partido Socialista utiliza os mesmos argumentos que os partidos da oposição têm usado nas últimas semanas para criticar o aumento do IUC para carros e motociclos com matrícula anterior a 2007.

Diz, agora, o PS que muitos cidadãos não têm meios financeiros para substituir o carro velho por um mais recente.

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  • Digo
    15 nov, 2023 Eu 11:54
    Ainda vamos ver a devolução integral do tempo de serviço aos professores, aumentos para médicos e enfermeiros, médico de familia para todos, construção de habitação social com rendas acessiveis dentro de Lisboa e Porto, investimento maciço em Serviços Públicos, etc, etc. Claro que é para ficar no papel, retirar, ou arranjar qualquer coisa para fazer alterações ao prometido, DEPOIS das Eleições. Mas por enquanto a nova regra do PS é desdizer tudo aquilo em que foi taxativo e recusou alterar, para a nova regra de "dar tudo a toda a gente". O chão está a fugir-lhes debaixo dos pés e sabem bem que a ARROGÂNCIA anterior vai sair-lhes cara, não é?

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