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Sobe para sete o número de pessoas com "legionella" em Caminha, uma em cuidados intensivos

14 nov, 2023 - 17:25 • Olímpia Mairos , com Lusa

Os doentes identificados neste foco de "legionella" têm entre 54 e 92 anos. Cinco dos doentes estão hospitalizados.

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Aumenta de seis para sete o número de pessoas do concelho de Caminha estão infetadas com "legionella", disse à agência Lusa fonte da Saúde Pública.

Segundo aquela fonte da Unidade de Saúde Pública do Alto Minho, o sétimo doente com "legionella" é um homem de 97 anos.

As autoridades de saúde a investigar as origens da infeção. Cinco doentes estão hospitalizadas e um está nos cuidados intensivos.

Em declarações à Renascença, esta terça-feira de manhã, o presidente da autarquia, Rui Lages, disse que os doentes identificados “têm entre 54 e 92 anos”.

“Estão confirmados cinco em Vila Praia de Âncora e um em Vilarelho, duas do sexo feminino, quatro do sexo masculino, não existindo fatalidades”, acrescenta.

O primeiro caso foi notificado no passado dia 10 de novembro às Autoridades de Saúde.

De acordo com o autarca, a Unidade de Saúde do Alto Minho “tem em curso uma investigação ambiental para tentar detetar onde surgiu este foco”.

Descartada está para já a possibilidade de o surto ter tido origem em edifícios públicos.

“As áreas de contágio estão fora daquilo que são os equipamentos municipais, mas aguardamos sempre pela investigação que está a ser feita”, diz o autarca, reforçando que “neste momento, não há qualquer indicação de que esteja em causa qualquer equipamento público municipal”.

O autarca assinala ainda que a Câmara está “em contacto permanente” com o delegado de saúde para acompanhar a situação.

Em conferência de imprensa, o delegado de saúde do Alto Minho, Luís Delgado, adiantou que a maior parte dos doentes “reside a 500/600 metros” de uma área de Vila Praia de Âncora que está a ser investigada, a par de outras zonas “suspeitas”.

“Pode ser uma zona onde exista eventualmente um ar condicionado, um fontanário ou equipamentos de irrigação que possam gerar aerossóis”, explicou.

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

[notícia atualizada às 17h25]

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