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Gaia quer comprar contentores para escolas do ensino básico por 435 mil euros

07 nov, 2023 - 00:20 • Lusa

Este concurso público vai ao encontro do anúncio feito pelo presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, a 2 de outubro, em reunião de executivo camarário, quando foi aprovada a aquisição dos contentores para fazer face ao "aumento significativo de alunos".

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A Câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, vai comprar equipamentos modulares pré-fabricados (contentores) no valor de 435 mil euros para "albergar salas de aula", segundo um anúncio publicado hoje em Diário da República (DR).

De acordo com o anúncio, os equipamentos serão para "várias escolas do ensino básico", sendo o valor base do procedimento de 435 mil euros.

A Câmara de Gaia fará a aquisição em dois lotes, o primeiro destinado às escolas Básica Aldeia Nova, Básica da Boavista da Estrada, Básica da Granja, Básica de Vila Chã e Básica do Mexedinho.

Enquanto o segundo é para a Escola Básica dos Carvalhos, Escola Básica de Laborim de Cima, Escola Básica Nicolau de Almeida, Escola Básica da Capela, Escola Básica de Brandariz e Escola Básica de Loureiro 2.

Este concurso público vai ao encontro do anúncio feito pelo presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, em 02 de outubro, em reunião de executivo camarário, quando foi aprovada a aquisição dos contentores para fazer face ao "aumento significativo de alunos".

Na ocasião, Eduardo Vítor Rodrigues referiu que os equipamentos não vão para já acolher salas de aulas, mas sim outros serviços escolares como bibliotecas ou salas de professores.

"A pressão do número de alunos aumentou significativamente por causa, não da nossa natalidade, mas da imigração, e para evitar os desdobramentos de horários o que nós estamos a tentar fazer é libertar todos os espaços que temos nas escolas, a biblioteca ou as salas dos professores, e alocá-los a salas de aulas, mudando esses espaços para os contentores", explicou o autarca no final da sessão.

Nessa data, Eduardo Vítor Rodrigues assumiu que, em última instância, os equipamentos poderiam vir a ser usados como salas de aula.

"Não escondo que a nossa pressão neste momento é muito grande. E nós temos que ter capacidade de resposta para albergar os alunos de uma maneira ou de outra", vincou.

Outra das hipóteses que está em cima da mesa, contou, é a construção de raiz de novas escolas, nomeadamente nas zonas da malha urbana "mais pressionada".

Um dos problemas é que "os melhores terrenos" de que a autarquia dispõe não estão nessas zonas, afirmou.

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