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Três ativistas do Climáximo vão a tribunal na terça-feira

06 nov, 2023 - 11:09 • Olímpia Mairos

Leonor Canadas, agrónoma e uma das arguidas, diz-se “serena quanto à ida a tribunal”, explicando que “as consequências legais que enfrenta não são equiparáveis às consequências da inação climática” sendo “o nosso dever lutar pela vida, e parar os culpados”.

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Os três ativistas do Climáximo que bloquearam a estrada em frente do Museu de História Natural, em Lisboa, vão ser presentes a tribunal, na terça-feira, “por perturbações rodoviárias”.

No dia da ação, as ativistas foram acusadas de crime contra a paz pública.

Segundo Leonor Canadas, agrónoma e uma das arguidas, “não vivemos em paz social”.

“Há muito que o governo e grandes empresas emissoras sabem da destruição da crise climática, e continuam a subsidiar todos os dias infraestruturas que matam. Já não vivemos em paz, porque eles declararam guerra contra as pessoas e o planeta”, acrescenta.

Segundo a ativista, citada em comunicado, “não há paz social num estado de emergência climática provocado de forma premeditada pelos governos e grandes empresas”.

Na visão de Leonor Canadas, “as perturbações causadas” pela ação de protesto “são ínfimas quando comparadas com as perturbações que foram causadas nesse dia pela tempestade que afetou o país, e pela disrupção catastrófica que a crise climática trará a todas as esferas da vida das pessoas”.

A ativista diz-se “serena quanto à ida a tribunal”, explicando que “as consequências legais que enfrenta não são equiparáveis às consequências da inação climática” sendo “o nosso dever lutar pela vida, e parar os culpados”.

O Climáximo tem vindo a promover diversas ações para mostrar que “a crise climática é um ato de extrema violência, e que enquanto não quebrarmos esta falsa sensação de paz social em que vivemos atualmente, e visibilizarmos os planos de destruição que os governos e as empresas têm, não a poderemos travar”.

“A sociedade tem de parar de consentir. Esta é uma luta pela vida de todas nós e tudo o que amamos”, defendem.

O coletivo apela ao direito que os portugueses têm de resistir face à crise climática, à necessidade de parar de consentir com os crimes em curso, e de abrir um debate sério na sociedade sobre como construir verdadeira paz.

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  • Maria
    06 nov, 2023 Palmela 11:44
    Nao vejo ninguem a tomar conta deles!
  • Jose Silva
    06 nov, 2023 braga 11:34
    Vão trabalhar!!! Tudo bem que precisamos cuidar do planeta, mas isso não significa impor taxas e taxinhas por tudo e por nada, se esse for o preço, então vamos procurar viver o presente e o futuro logo se verá!! Aquilo que está a acontecer atualmente, é um oportunismo dos estados, nomeadamente em Portugal, para arrecadar milhões à custa do clima e depois injeta-lo sabe se lá onde, talvez nos partidos, na Tap, na efacec, etc etc Veja-se o exemplo das grandes multinacionais, em que "davam" os sacos, claramente que o custo destes já estava diluído nos preços, e agora além de pouparem milhões nesses custos, ainda cobram e até ganham milhões, como é por exemplo a Zara, que cobra no mínimo 20 cêntimos. Resumindo, que se lixe o clima e vamos viver enquanto cá andamos....enganados pela corja corrupta politica.

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