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Trabalhadores da RTP marcam nova greve de sete dias a partir de sábado

27 out, 2023 - 18:46 • Lusa

O Sinttav recordou ainda que "se mantém em vigor, por tempo indeterminado, a greve a todo e qualquer tipo de trabalho prestado em dia feriado bem como a todo o trabalho suplementar".

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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisuais (Sinttav) enviou um novo pré-aviso de greve à RTP, de mais sete dias, a partir de sábado, adiantou, num comunicado divulgado esta sexta-feira.

A estrutura sindical indicou que "enviou à RTP um pré-aviso de greve de 07 dias, abrangendo todos os trabalhadores da RTP, com início às 00h00 horas do dia 28 de outubro de 2023 até às 23h59 do dia 03 de novembro de 2023".

Segundo o Sinttav, no dia 3 de novembro, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, vai marcar presença "num plenário geral de trabalhadores da RTP, junto aos portões do Centro de Produção do Norte em Vila Nova de Gaia".

Durante o mês de novembro, o sindicato irá "iniciar um conjunto de plenários envolvendo trabalhadores do continente e ilhas para preparar novas reivindicações".

O Sinttav recordou ainda que "se mantém em vigor, por tempo indeterminado, a greve a todo e qualquer tipo de trabalho prestado em dia feriado bem como a todo o trabalho suplementar".

Na semana passada, o Sinttav prometeu continuar a marcar paralisações até o Conselho de Administração da RTP "se sentar à mesa".

Em declarações à Lusa, nessa altura, Nelson Silva, dirigente do Sinttav e trabalhador da RTP, referiu que a greve é de "impacto" e voltou a denunciar "ameaças" recebidas pelos trabalhadores. .

"A greve está a ter a adesão que nós esperávamos, ou seja, adesões cirúrgicas em grupos", indicou, destacando que as pessoas se "organizam como entendem".

"Até aqui as greves que a RTP fazia eram diferentes, ou seja, era um dia marcado" sendo que o canal "gravava os programas e nesse dia emitia os programas" que tinham sido gravados.

"Isso é muito cómodo para um Conselho de Administração, porque assim não preciso de negociar", destacou, acrescentando que "era gozar com os trabalhadores" e indicando que esta paralisação, nos moldes atuais, é mais imprevisível.

Segundo Nelson Silva, as greves "só vão ser levantadas quando este Conselho de Administração se sentar à mesa com o sindicato, com uma base negocial sólida", assegurou.

Esta é já a terceira greve seguida nos mesmos moldes levada a cabo pelo sindicato. .

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