Tempo
|
A+ / A-

“O que são 60 milhões de euros no Orçamento do Estado?" Professores mantém luta pelo tempo de serviço

23 out, 2023 - 19:14 • Alexandre Abrantes Neves com Redação

O secretário-geral da Fenprof critica o Governo por querer virar os portugueses contra os professores.

A+ / A-

A 12 de outubro, Fernando Medina voltou a reiterar que o Governo não vai devolver o tempo de serviço aos professores, e garantiu que não irá ceder às pressões dos sindicatos que têm maior exposição pública.

À Renascença, Mário Nogueira diz que os professores vão continuar a protestar, em particular durante o debate do Orçamento do Estado.

“Juntamente com outras oito organizações sindicais, no próximo dia 13, segunda-feira, dia em o Ministro da Educação estará na Assembleia da República para defender o indefensável, o Orçamento do Estado para 2024, nós iremos concentrar à mesma hora os professores junto à Basílica da Estrela. E iremos descer até à Assembleia da República”, afirma.

O secretário-geral da Fenprof critica o Governo por querer virar os portugueses contra os professores.

Mário Nogueira não compreende também os argumentos do governo quanto à recuperação do tempo de serviço.
"É um Governo que fica com excedente de dois mil milhões de euros. Estamos a falar de um valor que, se fosse contado todo neste momento, seria 300 milhões de euros. Mas se fizermos a distribuição para três anos, já passa para 100 milhões. E se fizermos em cinco anos fica em 60 milhões. O que são 60 milhões de euros no Orçamento do Estado?", aponta.

Mário Nogueira entregou esta tarde a posição da Fenprof sobre o Orçamento do Estado no Ministério das Finanças.

Na próxima segunda-feira, os sindicatos da educação vão sentar-se à mesa com o ministro da Educação para debater o diploma da formação inicial de professores.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+