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Covid e gripe. Mais de 1,5 milhões de vacinas administradas em três semanas

20 out, 2023 - 07:39 • Lusa

Direção executiva do SNS diz que números superam “as melhores expectativas”.

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Mais de 1,5 milhões de vacinas contra a covid-19 e a gripe foram administradas em três semanas, a maioria em farmácias, indicam números divulgados esta sexta-feira pela Direção Executiva do SNS, que diz superarem “as melhores expectativas”.

Os dados indicam que, desde o início da campanha de vacinação, em 29 de setembro, já foram administradas 1.519.204 vacinas contra a covid-19 e a gripe, das quais 1.107.291 em farmácias comunitárias e 411.913 nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Nesta terceira semana, o ritmo diário tem sido superior a 120 mil administrações diárias (covid + gripe), tendo sido atingido novo recorde diário com 132.273 vacinas administradas no dia 18 de outubro”, realça em comunicado a Direção Executiva do SNS (DE-SNS).

A DE-SNS afirma que “os valores estão a superar as melhores expectativas”, sublinhando que “as várias dimensões deste complexo e inovador processo estão a decorrer com total normalidade”.

Em 2022, a campanha de vacinação iniciou-se no princípio do mês de setembro, sendo que no final da terceira semana tinham sido administradas 984.339 vacinas (covid + gripe), o que significa que se continua “a assistir este ano a um aumento superior a 50% no número de vacinas administradas, durante esta fase de implementação do plano”.

A vacinação contra a gripe, que este ano decorre em simultâneo com a da covid-19, decorre preferencialmente nas farmácias comunitárias para os maiores de 60 anos.

No SNS está a ser feita a vacinação das pessoas com menos de 60 anos com patologias de risco, das grávidas e dos profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados de saúde, estudantes em estágio clínico, bombeiros envolvidos no transporte de doentes e prestadores de cuidados a pessoas dependentes que serão convocados pelos respetivos centros de saúde onde estão inscritos.

A vacinação também é feita nos lares, na rede de cuidados continuados integrados e nas prisões por profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

Mais de 370 mil vacinados contra a gripe

Mais de 370 mil portugueses, com 60 ou mais anos, já foram vacinados este outono, durante a fase inicial da época gripal 2023/2024, que começou a 29 de setembro, segundo um estudo divulgado esta manhã.

Estes dados constam da primeira vaga do relatório denominado "Vacinómetro", iniciado em 2009, e que são obtidos através de questionários.

Da população estudada 61,6% são homens e 38,4% são mulheres.

O "Vacinómetro" trata-se de uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da empresa Sanofi, com "o objetivo de monitorizar, em tempo real, a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com os resultados da análise nacional desta primeira fase da campanha de vacinação, no grupo com 65 ou mais anos foram vacinadas 13,1% de pessoas, percentagem que sobe para 16,9 no segmento de 80 ou mais anos.

Das pessoas que responderam ao inquérito, realizado entre 10 e 16 de outubro, 11,9% dos vacinados pertencem à faixa de portadores de doença crónica, tendo a subanálise precisado que, deste grupo, 10,7% eram portadores de diabetes e 14,2% com doença cardiovascular.

Na faixa entre os 60 e os 64 anos foram inoculadas 7,5% das pessoas (49,0% destas por iniciativa própria).

Segundo o relatório, entre os vacinados 6,5% são profissionais de saúde em contacto direto com doentes e a proteção das grávidas tem uma cobertura vacinal de 43,0%, sendo que 66,8% o fizeram por recomendação do médico.

O trabalho refere que entre a população vacinada com 65 ou mais anos, 33,3% é do Alentejo, 15% da Área Metropolitana de Lisboa, 13,8% da zona centro, 13,0% da região Autónoma da Madeira e 8,7% nos Açores.

"Do total do grupo de indivíduos vacinados, na amostra total estudada, os principais motivos que os levaram a vacinar-se foram 47,1% por recomendação do médico, 26,3% por iniciativa própria, porque procuram estar sempre protegidos, 13,8% no contexto de uma iniciativa laboral, 8,6% porque sabe que faz parte do grupo de risco de determinada patologia e 1,6% por recomendação do farmacêutico", acrescenta.

A análise dá ainda conta de que, nesta primeira vaga, 5,8% do grupo dos 65 ou mais anos vacinados fizeram-no pela primeira vez este ano e que 69,2% das pessoas ainda não vacinadas pertencentes a esta faixa etária ainda tencionam fazê-lo.

De entre os doentes crónicos vacinados, 7,5% fizeram-no pela primeira vez este ano e 71,2% das pessoas não vacinadas pertencentes a este grupo têm intenção de vacinação nesta época gripal.

Já no caso dos profissionais de saúde, 11,1% foram vacinados pela primeira vez em 2023.

Por outro lado, do grupo com mais de 80 anos, 7,4% foram vacinados pela primeira vez e 91,7% dos inquiridos neste grupo não vacinados pretendem fazê-lo nesta época gripal.

Relativamente à coadministração das vacinas gripe e covid-19, 84,6% dos indivíduos dos grupos com recomendação optou por fazê-lo.

Na base desta decisão, segundo o inquérito, está o facto de 81,1% ter respondido: "Quero estar protegido/Considero que ambas são importantes para a minha saúde"; 11,2% referir que o médico recomendou a coadministração e 6,3% terá sido por fazer parte dos grupos de risco.

De acordo com uma norma da DGS, a vacinação contra a gripe é fortemente recomendada para os grupos prioritários em que se incluem ter idade igual ou superior a 60 anos; doentes crónicos e imunodeprimidos, com seis ou mais meses de idade; grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados e doentes com determinadas patologias crónicas ou condições, como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica, doença cardiovascular, entre outras.

[atualizado às 13h26]

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