Tempo
|
A+ / A-

Medicamentos. Minsitro diz que falhas no abastecimento são "pontuais"

11 out, 2023 - 11:42 • João Cunha

Pizarro garante que as falhas no abastecimento denunciadas pelo bastonário dos Farmacêuticos são, em geral, responsabilidade da indústria. E assegura que no OE 2024 não consta qualquer medida para reduzir a comparticipação de medicamentos..

A+ / A-

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, diz que a falta de medicamentos nas farmácia é pontual e decorre de problemas da indústria.

"Continuamos a ter pontualmente situações de dificuldade de abastecimento de um ou outro fármaco, e em geral, estão relacionadas com problemas da própria indústria", disse Manuel Pizarro, esta quarta-feira.

O bastonário da Ordem dos Farmacêuticosavançou, em declarações à Renascença, que a falta de medicamentos em Portugal tenderá a aumentar e que para colmatar a escassez de fármacos têm sido prescritos genéricos ou outros medicamentos de substituição, ainda que com substâncias diferentes.

À margem do Congresso da Distribuição Farmacêutica, que decorre em Oeiras, Manuel Pizarro garantiu ainda que no Orçamento para 2024 não consta nenhuma medida com vista à redução da comparticipação de medicamentos.

"Não vai haver nenhuma medida de redução das comparticipações. Fala-se, isso sim, do controle da despesa pública. Isso será exercido de muitas formas, mas não à custa dos utentes"

Manuel Pizarro reconhece, contudo, que há que controlar o crescimento da despesa com medicamentos.

"Reconhecemos que algumas áreas da despesa ma saúde têm crescido bastante acima do que é aceitável. E há que controlar o crescimento dessa despesa."

Em 2022, segundo o Ministro, a despesa do estado com medicamentos foi de 3,5 mil milhões de euros, o equivalente a 25 por cento de despesa pública com saúde.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+