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Vacinação gripe e Covid-19 arranca nas farmácias. Nos lares só na próxima semana

29 set, 2023 - 06:00 • Anabela Góis

Uma das novidades da campanha de vacinação sazonal deste ano é a vacina reforçada para a gripe, que vai ser dada aos utentes com mais de 60 anos, a residir em lares. É um universo de 120 mil pessoas, pelas estimativas da DGS. No total, a Direção-Geral da Saúde prevê vacinar entre 1,7 e 2,3 milhões de pessoas contra a gripe e a covid-19.

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A vacinação para a gripe sazonal e a covid-19 arranca esta sexta-feira nas farmácias. Nos lares só vai começar na próxima semana.

Nesta altura ainda não há vacinas reforçadas para todos, mas há as suficientes para que o processo possa arrancar ao longo da próxima semana, diz à Renascença o subdiretor-geral da Saúde.

“Destas 120 mil já temos o suficiente para conseguirmos iniciar o processo de 2 a 6 de outubro”. Depois, adianta André Peralta Santos, as vacinas vão chegando ao longo do mês, o que nos garante um fluxo contínuo de doses que, com tranquilidade e segurança, nos permite vacinar a maioria dos lares até ao final do mês de outubro, início de novembro”.

Tal como aconteceu o ano passado, “são os profissionais do SNS que se dirigem aos lares para vacinar os utentes e os profissionais que ali trabalham”. O subdiretor-geral da Saúde esclarece que “só para os residentes com mais de 60 anos, grupo especialmente vulnerável à doença grave, é que existe a recomendação para uma vacina de gripe modificada".

"Os profissionais dos lares que não se enquadrem neste critério, farão a vacina da gripe normal e a vacina da covid é igual para todos” na sua dose, que demostrou maior proteção.

2.300 farmácias preparadas para dupla vacinação

Outra das novidades da campanha, que arranca esta sexta-feira, é que a vacinação dos utentes com mais de 60 anos é feita nas farmácias.

Os primeiros lotes – um pouco mais de 200 mil vacinas para a covid-19 e um pouco menos para a gripe – já foram distribuídos por todo o país.

O subdiretor-geral da Saúde considera que esta quantidade “permite começar o processo de vacinação de forma tranquila”. Mesmo que não arranque com a velocidade máxima, “vai avançar nas próximas semanas com mais velocidade à medida que a disponibilidade de vacinas for maior”, diz André Peralta Santos.

As próximas doses vão chegar no início de outubro, pelo que em meados do mês já se poderá atingir o ritmo máximo.

As vacinas para a covid-19 que agora começam a ser ministradas já são adaptadas aos novos subtipos da variante ómicron, pelo que parte das doses que tínhamos em stock vão ser doadas a outros países que necessitem. “É o processo normal que acontece em todos os países da Europa”, explica André Peralta Santos, sem apontar números.

Portugal monitoriza circulação do vírus SARS-CoV-2

A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou, esta semana, preocupação com o aumento de casos graves de covid-19 e de hospitalizações à medida que o inverno se aproxima no Hemisfério Norte.

André Peralta Santos diz à Renascença que partilha destas preocupações, porque “o vírus vai ter maior circulação no outono e no inverno” e é por isso que é tão importante a vacinação “É a melhor forma que temos para nos protegermos e, principalmente, aqueles que estão mais suscetíveis a doença grave”, defende.

A OMS também alertou para a falta de monitorização que permita identificar os vírus em circulação. O subdiretor -geral da Saúde garante que Portugal está bem preparado na vigilância da covid-19.

“Mantemos toda a vigilância epidemiológica do vírus, através de uma visão de casos que são notificados em ambiente hospitalar. Alguns desses casos são sujeitos a uma genotipagem, para percebermos a variante do vírus que está em circulação, e ocasionalmente, como complemento, temos também alguma vigilância de águas residuais, o que nos permite ter uma perspetiva um pouco mais populacional das dinâmicas de transmissão do vírus.”

D acordo com a DGS, no início do mês de setembro houve um aumento da atividade epidémica da covid-19, mas nas últimas semanas registou-se uma estabilização quer dos casos, quer das mortes associadas à doença. Portugal tem 17 casos por 100 mil habitantes e 10 mortos, em média, por semana. A variante dominante continua a ser a XBB, paras a qual as vacinas estão adaptadas.

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