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uma semana de aulas

Diretores dizem que falta de professores está a ser resolvida com docentes menos qualificados

26 set, 2023 - 08:25 • Redação

O novo ano letivo 2023/2024 arrancou há uma semana, com milhares de alunos sem professores.

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O problema da falta de professores está a ser resolvido à custa de docentes menos qualificados.

A denúncia parte do presidente da Associação de diretores de Escolas Públicas, Filinto Lima, cumprida que está uma semana de aulas.

O novo ano letivo arrancou com cerca de 100 mil alunos sem professor e com 1.300 horários por preencher, mas o Ministro da Educação, João Costa, garantiu que a ausência de professores seria resolvido progressivamente.

Esta terça-feira, Filinto Lima fez, à Renascença, um pequeno balanço do arranque de aulas, dizendo que são os estabelecimento de ensino que estão a resolver o problema, mas com recurso a docentes menos qualificados.

"É evidente que o problema está a ser resolvido paulatinamente, através da bolsa de colocação de professores do Ministério da Educação. Quando essa bolsa não responde, as escolas abrem um concurso que, normalmente, resolve esse problema", refere.

"No entanto, o problem é resolvido com professores com menores qualificações e não é isso que queremos. Queremos no sistema público de ensino professores altamente qualificados e habilitados, portanto é preciso resolver esta situação de uma vez por todas", acrescenta.

Para Filinto Lima, este é um indesejado regresso aos anos 80 e Portugal tem ainda outro problema: estão a aposentar-se "centenas de professores mensalmente", quando "não estão a entrar em número suficiente para colmatar as saídas".

Num outro plano, o responsável pede ainda ao Ministério da Educação que solucione rapidamente a questão dos computadores escolares que estão a ser bloqueados por terem ultrapassado o prazo de licença de hardware, uma denúncia feita pela Associação Nacional de Professores de Informática.

As negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos voltam a 2 de outubro e Filinto Lima adverte ser necessário "aproveitar bem esta oportunidade para negociar".

"O problema dos 6 anos, 6 meses e 23 dias tem de ser obrigatoriamente debatido nos próximos dias", conclui.

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