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Médicos criticam dedicação plena. "Não é apelativa e não vai resolver o problema"

14 set, 2023 - 22:50 • João Malheiro

Joana Bordalo e Sá afirma que a FNAM vai pedir a fiscalização preventiva de avaliação da constitucionalidade do diploma, por entender que há "situações que têm de ser revistas".

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A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considera que o novo diploma do regime jurídico da dedicação plena para os médicos, aprovado esta quinta-feira, não "é apelativo e não vai resolver o problema dos médicos".

O Governo aprovou o diploma do novo modelo de dedicação plena das Unidades de Saúde Familiar (USF) e criou as condições para generalizar o mesmo modelo, de equipas multiprofissionais auto organizados, nos hospitais.

Em reação, à Renascença, a presidente da FNAM refere que o Governo "não incorporou nenhuma das propostas" feitas durante as negociações nas medidas agora aprovadas.

"Encontramos problemas graves, porque o que está a ser propagandeado é que é uma generalização do atual modelo, mas isso não é verdade. É um modelo que não foi testado e que é inferior", indica.

Joana Bordalo e Sá afirma que a FNAM vai pedir a fiscalização preventiva de avaliação da constitucionalidade do diploma, por entender que há "situações que têm de ser revistas".

"O que vemos no dia a dia, nos hospitais que visitamos, é que precisamos de um ministro que perceba de Saúde", critica.

Foi também aprovada a possibilidade de os especialistas hospitalares poderem constituírem equipas autónomas para assegurar cuidados nas áreas das urgências, na saúde mental e na medicina interna.

Para a presidente da FNAM, é difícil que um novo modelo de organização funcione se continuam a faltar médicos.

Joana Bordalo e Sá aponta que é preciso "um trabalho devidamente remunerado", mas também indica que é necessário "salvaguardar os descansos, as jornadas diárias têm de ser salvaguardadas e, efetivamente haver alguma compensação para este trabalho exigente".

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