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CIM da Beira Baixa manifesta repúdio por declarações do presidente da AGIF

01 ago, 2023 - 18:13 • Lusa

Comunidade Intermunicipal também revela preocupação por o Programa Nacional de Ação de Gestão Integrada de Fogos Rurais, gerido pela AGIF, ainda não ter dotação financeira garantida.

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A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIBB) manifestou esta terça-feira a sua "total indignação e vivo repúdio" pelas declarações do presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Tiago Oliveira.

O responsável pela AGIF criticou as autarquias por gastarem mais em bombeiros do que em gestão florestal e a CIBB considerou, em comunicado enviado esta terça-feira à agência Lusa, "absolutamente insuportável" que Tiago Oliveira assuma "tal sobranceira desconsideração e desprezo para com entidades territorialmente competentes".

"As declarações do presidente da AGIF na Assembleia da República, suportadas em comprovadas falácias, são profundamente lamentáveis, porque lançaram sobre os municípios, e as associações humanitárias de bombeiros voluntários, graves acusações de incompetência e despesismo", acrescentou a CIBB, na mesma nota.

A organização referiu que Tiago Oliveira revelou "profunda insensibilidade e incompetência política, ao destratar grosseiramente a parte mais relevante do sistema de proteção civil nacional".

No mesmo comunicado, a CIBB frisou que o presidente da AGIF se deve preocupar em apresentar as fontes de financiamento que assegurem a execução do Programa Nacional de Ação de Gestão Integrada de Fogos Rurais, "elaborado pela entidade a que preside", e para a qual, salientou, não foi ainda garantida dotação financeira.

"A CIM da Beira Baixa insta o senhor Presidente da AGIF a esforçar-se mais na compreensão das altas funções para que foi nomeado, indo muito além das desculpas já apresentadas pelas deploráveis declarações que produziu", vincou a CIBB.

Segundo a Comunidade Intermunicipal, tanto esta entidade como os municípios que a integram pretendem manter "estreita e forte relação" com as corporações de bombeiros, "cumprindo o superior desígnio de garantir às populações segurança e socorro, seja através da gestão florestal preventiva ou, sempre que necessário, no abnegado combate aos fogos rurais, e não se desculpam com os outros parceiros do sistema por eventuais falhas, que têm acontecido, nem por objetivos não alcançados".

A CIBB é composta pelos municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.

Tiago Oliveira, ouvido dia 27 na Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, a propósito do relatório de atividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais de 2022, disse que "há municípios a gastar meio milhão de euros, uma barbaridade de dinheiro, nos bombeiros, quando não gastam dinheiro a gerir a floresta".

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