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Plano de mobilidade e segurança

JMJ com reforço diário nos transportes públicos entre 354 mil e 780 mil lugares

14 jul, 2023 - 15:34 • João Pedro Quesado , Cristina Nascimento

Haverá constrangimentos em 23 aeródromos. Drones estarão proibidos. Controlo de fronteiras vai ser feito em 21 pontos de passagem. Peregrinos vão ter passes específicos para os transportes públicos.

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O plano de mobilidade para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) conta com mais 340 mil lugares diários nos transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa nos dias úteis e 780 mil no fim de semana. O evento decorre entre 1 e 6 de agosto.

O plano de segurança, também apresentado em simultâneo esta sexta-feira, prevê ainda quatro zonas de exclusão aérea na capital portuguesa, o reforço dos sistemas de comunicação e o envolvimento de 16 mil agentes das forças de segurança.

Na apresentação (consulte aqui o documento), é revelado um acréscimo de lugares nos transportes públicos, para fazer face às centenas de milhares de pessoas que vão marcar presença no evento. Os peregrinos vão ter acesso a passes específicos para utilizar os transportes públicos, com várias modalidades: 16 dias, 9 dias e 3 dias. A medida vai ser comparticipada em 40% pelo Governo.

Entre os dias 1 e 4 de agosto, é o Metropolitano de Lisboa que tem o maior aumento, com mais 143 mil lugares disponíveis. Já nos dias 5 e 6, apesar do Metro ter mais 154 mil lugares, são os autocarros que têm o maior aumento de capacidade - são 429 mil os lugares extra.

A organização da JMJ estima que 20% dos peregrinos se vão deslocar em veículos individuais. Não está previsto o encerramento de nenhum eixo principal, como o Eixo Norte-Sul, mas isso pode vir a concretizar-se por razões de segurança.

Segundo o plano de mobilidade, o modo pedonal vai ser o privilegiado para a deslocação dos peregrinos na cidade de Lisboa. As restrições à circulação reveladas pela Renascença esta terça-feira são confirmadas pelo documento, que revela outros eixos com condicionamento, como toda a frente ribeirinha entre Algés e Braço de Prata, e a Avenida Marechal Gomes da Costa.

Estações de Metro perto do Parque Eduardo VII vão fechar

A 1, 3 e 4 de agosto, as estações de Restauradores, Avenida (da Liberdade), Marquês de Pombal, Parque vão ser encerradas.

Já a 5 e 6 de agosto, quando os eventos decorrem no Parque Tejo, são encerradas várias estações de comboio: Moscavide, Sacavém, Bobadela e Santa Iria.

Ao longo de todos os dias, o terminal da Carris Metropolitana no Marquês de Pombal vai ser relocalizado. O terminal provisório vai estar na Rua Marquês Sá da Bandeira, perto do Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian.

Esperados 4 mil autocarros em serviço especial

A organização espera a chegada de cerca de 4 mil autocarros em serviço regular especializado. Porém, preparou cerca de 6 mil lugares para estes veículos, e pode ampliar a capacidade para 7.200 "num cenário de contingência".

Entre os locais identificados para o estacionamento dos autocarros estão parques na alta de Lisboa e a norte do Campo da Graça (o Parque Tejo, onde se vão realizar os últimos eventos da Jornada), assim como o Terrapleno de Algés.

Para ser possível estacionar os autocarros, é preciso registar os veículos "numa Plataforma de Registo de Autocarros, acessível a veículos nacionais e estrangeiros" através do site da JMJ Lisboa 2023.

Os veículos ligeiros, que podem chegar aos 60 mil, poderão estacionar na via pública e em alguns parques. Estão identificados parques no Jamor, em Loures e no Parque das Nações para servir especificamente carros de peregrinos.

Estabelecidos 21 pontos de passagem autorizados na fronteira

O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Paulo Vizeu Pinheiro, anunciou que vai ser possível monitorizar, em tempo real, o número de pessoas em cada um dos espaços da JMJ, procurando evitar a sobrelotação.

Em termos de segurança, estão definidos 21 pontos de passagem em fronteiras, com um controlo seletivo pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com o apoio da GNR e PSP, a ser realizado “em função da análise de risco” e de informações dos parceiros internacionais.

Nas comunicações, o "aumento da capacidade de resposta e resiliência" é feito com um reforço das redes gerais de telecomunicações e de seis estações de comunicação na zona de Lisboa. 500 números de telemóvel, relacionados com as forças de segurança, vão ter tratamento prioritário na rede.

Questionado pela Renascença sobre a resiliência do SIRESP, o sistema de comunicações de emergência, Paulo Vizeu Pinheiro garantiu que as capacidades do sistema têm sido testadas, acreditando que vai estar operacional.

A organização prevê números crescentes de peregrinos ao longo da semana da JMJ: cerca de 750 mil no Parque Eduardo VII e 1 milhão no Parque Tejo, com 20 mil voluntários na Feira Vocacional e 30 mil em geral.

Na mesma apresentação, José Sá Fernandes, o coordenador do grupo de projeto da JMJ, declarou que "quer o plano de segurança, quer o plano de mobilidade ainda não acabaram", já que a "imprevisibilidade" é um fator de risco.

"Ainda hoje não sabemos quantos peregrinos vêm", disse, acrescentando que "desde o início" que foi anunciado que o plano de mobilidade "ia ser apresentado por volta deste dia".

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