A+ / A-

JMJ

FESAP. "Tolerância de ponto deveria ser para todo o país"

07 jul, 2023 - 10:07 • Teresa Almeida

Trabalhadores do Estado queriam que a dispensa dos dias 3 e 4 de agosto fosse alargada ao resto do país, mas o Governo decidiu-se apenas por dar tolerância de ponto aos funcionários públicos da capital.

A+ / A-

A decisão do Governo de atribuir tolerância de ponto nos primeiros dias da Jornada Mundial da Juventude abrange apenas os funcionários públicos que trabalhem em Lisboa, mas a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) lamenta.

À Renascença, José Abraão garante que, nas conversas que manteve com o Governo, foi sugerido que “a dispensa de trabalho deveria estender-se a todo o país”. O sindicalista que representa os trabalhadores do Estado diz que o que pretendiam "faria todo o sentido porque criávamos condições para que, nestes dias, todos pudessem ir à Jornada Mundial da Juventude, que inclui uma visita do Papa”.

O presidente da FESAP lembra, também, que a visita do Papa não se restringe a Lisboa e “também contempla uma visita a Fátima”. E, assim sendo, segundo o sindicalista, a tolerância prevista para 3 e 4 de agosto permitiria que as pessoas também fossem ao Santuário”.

À Renascença, José Abraão diz esperar que tudo corra bem, mas deixa no ar: “vamos ver como tudo corre, esperemos que bem”.

A tolerância de ponto é só para quem trabalha no concelho de Lisboa: dias 3 e 4 de agosto os funcionários públicos ficam em casa. O Governo concede, assim, tolerância de ponto durante dois dias da Jornada Mundial da Juventude aos funcionários públicos que trabalhem em Lisboa.

O despacho foi assinado esta manhã pelo primeiro-ministro.

[notícia atualizada às 15h31 de 7 de julho de 2023]

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • António Formiga
    07 jul, 2023 Azeitão 14:34
    Para um governo que diz defender a igualdade de direitos para todos os trabalhadores.É muito estranho num evento tão especial como este.Descriminar assim os funciomários públicos.Porquê só os de Lisboa,terem direito a assistir ás cerimónias com Sua Santidade e os outros não?Sou funciomário público e tambem gostava de ir.Afinal vai ser uma oportunidade que não se vai repetir tão cedo no nosso país.Gostavamos de ser tratados todos por igual.Acho que é isso que SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO DESEJA.E tem defendido ao longo do seu pontificado.Afinal perante DEUS somos todos iguais.
  • Jose Carlos Fonseca
    07 jul, 2023 Maia 12:45
    Desde que seja para não fazer qualquer coisa, já são católicos para ir ver o papa. Não têm vergonha na cara.

Destaques V+