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Reencaminhamento de grávidas do Santa Maria para hospitais privados já começou

03 jul, 2023 - 11:43 • Hugo Monteiro , Pedro Valente Lima com Lusa

Ministro da Saúde confirmou o reencaminhamento de uma mulher grávida do Hospital de Santa Maria para uma unidade privada este domingo à noite. Pizarro defende que solução garante "tranquilidade e segurança".

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Este domingo à noite já começou o reencaminhamento de grávidas de baixo risco do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para unidades privadas, informação que foi confirmada pelo próprio ministro da Saúde.

Esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas, Manuel Pizarro abordou o caso de "uma senhora grávida" reencaminhada para um hospital privado, que "correu muito bem". "O sistema está a funcionar com tranquilidade."

O governante admite não estar satisfeito com a situação de "conflitualidade" no Hospital de Santa Maria, preferindo que não fosse necessário "recorrer a um serviço terceiro". "Mas quero dizer às pessoas para se sentirem tranquilas", reforça Pizarro.

"As grávidas que procurarem o [Hospital de] Santa Maria vão ser adequadamente tratadas: no próprio Santa Maria, se a situação clínica o justificar, ou num hospital privado, para onde nós enviaremos as pessoas com todo o acompanhamento, se isso for adequado."

Para o ministro da Saúde, a solução preconizada pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) garante a "qualidade e tranquilidade" no atendimento dos utentes: "Uma senhora grávida tem de ser atendida com qualidade e segurança".

Ainda assim, Pizarro assegura que o ministério tem estado a trabalhar para "ultrapassar o clima de conflitualidade instalado", de maneira a "arranjar uma solução mais estável".

O reencaminhamento de grávidas de baixo risco da parte do Hospital de Santa Maria deve-se a "constrangimentos na escala clínica" da sala de partos. Em comunicado, o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN) explicou que esta decisão surge na sequência da "indisponibilidade de prestação de trabalho extraordinário acima das 150 horas anuais assumida por médicos do departamento e da demissão de chefes de equipa da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia".

De acordo com o CHULN, as equipas do hospital continuarão a assegurar os partos de alto risco, mas "por uma questão de previsibilidade para as famílias acompanhadas no CHULN, foi acionado o mecanismo extraordinário de colaboração com instituições privadas, previsto no plano sazonal de verão "Nascer em segurança no SNS"".

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