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Mais de 2.400 militares portugueses em missões no estrangeiro em 2022

11 abr, 2023 - 23:03 • Lusa

A maioria, 1.171 militares, foi empenhada em 11 missões da Aliança Atlântica, "na Lituânia, Islândia, Roménia e Iraque, assim como no Mar Mediterrâneo, no Mar Báltico, no Mar Negro e no Atlântico"

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Portugal participou com 2.427 militares num total de 29 missões internacionais no ano passado, tendo a maioria sido empenhada no âmbito da NATO, anunciou hoje o Ministério da Defesa Nacional.

Em comunicado, e através da divulgação de um relatório elaborado pela Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, o Governo adianta que em 2022 "Portugal esteve presente em 29 missões em países do continente africano, americano, asiático e europeu, nas quais foram empenhados 2.427 militares, 89 viaturas táticas, nove navios e oito aeronaves".

A maioria, concretamente 1.171 militares, foi empenhada em 11 missões da Aliança Atlântica, "na Lituânia, Islândia, Roménia e Iraque, assim como no Mar Mediterrâneo, no Mar Báltico, no Mar Negro e no Atlântico".

No âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), Portugal participou em três missões, nas quais foram empenhados 605 militares na Colômbia, no Mali e na República Centro-Africana .

Em seis missões da União Europeia, participaram 385 militares "nos teatros de operações da Somália, do Mali, da República Centro Africana e de Moçambique, bem como no Mar Mediterrâneo e no Oceano Índico".

Em missões de âmbito bilateral e multilateral, estiveram empenhados 266 militares em nove missões, designadamente na Roménia, Guiné-Bissau, Jordânia, República Centro-Africana, Mali, Golfo da Guiné e São Tomé e Príncipe, adianta o relatório.

"O empenhamento das Forças Armadas em missões e operações no exterior registou um aumento substancial a partir do segundo trimestre de 2022, variação que se deve sobretudo ao eclodir do conflito no leste da Europa, decorrente da invasão da Ucrânia por parte da Federação Russa a 24 de fevereiro de 2022", lê-se no texto.

A variação em causa, continua o relatório, "é reveladora de uma tendência de crescimento ao longo do ano, motivada pela degradação do ambiente de segurança internacional, com especial incidência no espaço euro-atlântico, e da necessidade de assegurar um robustecimento da presença militar nacional no flanco Leste da Aliança Atlântica".

Em operações da agência FRONTEX, em 2022, a participação de Portugal contou com 174 "militares ou pessoal militarizado".

No ano passado, o envolvimento nacional em missões internacionais teve, segundo o documento, a seguinte distribuição: NATO (38%), ONU (32%), UE + FRONTEX (20%), UE sem FRONTEX (19%), e bilateral/multilateral (10%).

Quanto às regiões geográficas com maior incidência de militares, é destacada a presença nacional no Leste Europeu e no triângulo africano República Centro Africana, Moçambique e Golfo de Áden.

No relatório é sublinhado que a invasão da Ucrânia pela Rússia "aumentou o nível de esforço nacional em 2022, com reflexo desde logo na distribuição geográfica dos contingentes militares, decorrente das obrigações de Portugal enquanto ator internacional responsável e membro da Aliança Atlântica".

É assinalado o aumento de presença no Mediterrâneo, bem como "a projeção de militares portugueses nos espaços do Atlântico e nas regiões do Sahel e outras regiões de África".

"A ameaça terrorista, na sua variante jihadista, tem alastrado pelo Sahel e pela África Ocidental, gerando ramificações no Golfo da Guiné e incentivado uma conflitualidade acrescida na África Subsaariana e Oriental, com risco potencial de se propagar a diferentes países e regiões", é salientado. .

Também no ano passado, "oficiais generais portugueses assumiram em simultâneo o comando de três missões da União Europeia, em Moçambique, na República Centro-Africana e no Oceano Índico", é acrescentado.

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  • Cidadao
    12 abr, 2023 Lisboa 08:55
    Quem ler isto até pensa que está "tudo bem" e que somos "heróis" com o pouco que temos, mas basta ouvir quem voltou dessas missões para se perceber que está quase tudo preso por arames. Quero ver o que acontecerá se a NATO passar das palavras aos atos e aumentar as guarnições atuais de 40 000 para 300 000 soldados prontos para enfrentar a Rússia. O aumento de efetivos toca a todos os Países e para cá, com contas feitas por militares, teremos de contribuir com 12 000 militares, 2000 viaturas táticas, 7 navios de guerra e no mínimo 50 aeronaves. Onde é que vão buscar estes efetivos?

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