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Lisboa vai ter hospital dedicado a casos sociais a partir de abril

23 mar, 2023 - 22:08 • Anabela Góis

Ministro da Saúde anuncia unidade de retaguarda para libertar camas nos hospitais e reforço de meios para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2023), entre 1 e 6 de agosto.

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Já a partir de abril, o Hospital de Sant’Ana, nos arredores de Lisboa, vai começar a receber utentes que já tiveram alta clínica mas não têm para onde ir, por falta de vaga nos lares ou nas unidades de cuidados continuados.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo ministro da Saúde, na primeira edição do SNS Summit, uma conferência organizada pela Administração do SNS, que decorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Manuel Pizarro diz que este é apenas o primeiro de vários centros de retaguarda que vão ser criados para responder ao problema dos internamentos sociais.

“Já a partir do início do mês de abril vamos começar a utilizar, como hospital de retaguarda para casos sociais, o Hospital de Sant’Ana, na Parede, operado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ao início, vai atender 30 pessoas e depois terá uma capacidade de cerca de 100 pessoas”, referiu o ministro da Saúde.

“Será utilizado como um tampão entre os hospitais e as respostas da rede social e da rede de cuidados continuados. Não será o único tampão, será o primeiro exemplo de uma estrutura que vamos pôr em marcha para conduzir a uma modificação rápida no contexto de uma resposta para o verão”, sublinhou.

Meios reforçados para a JMJ

O ministro da Saúde admite que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2023), entre 1 e 6 de agosto, vai implicar um grande esforço para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O INEM vai ter hospitais de campanha nos locais de maior concentração de jovens e as urgências hospitalares serão reforçadas para responder às necessidades, garante Manuel Pizarro.

Noutro plano, o governante não se compromete com uma data para anunciar a localização do futuro Hospital do Oeste.

Esperava-se que fosse conhecida ainda este mês e ainda hoje foi entregue na Assembleia da República uma petição com cerca de 27 mil assinaturas a pedir isso mesmo. Mas Manuel Pizarro diz que prefere uma resposta boa, do que uma resposta apressada.

Equipas dedicadas nas urgências com mais procura

O ministro da Saúde defendeu ainda a criação de equipas dedicadas para as urgências de maior dimensão, com a devida compensação remuneratória.

Manuel Pizarro quer o novo modelo a funcionar o mais depressa possível, mas admite que não entrará em funcionamento em simultâneo em todo o país.

“Vamos avançar, sem dúvida nenhuma, com a criação de equipas dedicadas ao serviço de urgência, pelo menos nas urgências com maior procura. Essas equipas terão profissionais com várias especialidades e com uma especialização secundária em serviços de urgências e que terão vantagens do ponto de vista da organização da flexibilidade da sua vida e do modelo remuneratório. Isso faz parte da negociação que estamos a ter com os sindicatos”, salientou.

O ministro da Saúde defendeu a reorganização das urgências que está em curso, dizendo que face à falta de profissionais não é possível ter "tudo aberto em todos os sítios em todas as horas, seja qual for a dimensão da procura" por parte dos utentes.

Manuel Pizarro garante, ainda, que a linha SNS24 vai continuar a ser gratuita porque é essencial. O custo das chamadas foi anulado no âmbito das medidas de combate à Covid-19, mas hoje, quando se discutia no Parlamento a revogação de algumas leis criadas para responder à pandemia, a questão foi levantada.

O governante diz que não há dúvidas: o acesso à linha SNS24 tem de ser estimulado e, por isso, vai manter-se gratuito.

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