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Estado da Educação. Diretores pedem mais um ano para a recuperação de aprendizagens

26 jan, 2023 - 14:37 • André Rodrigues , Teresa Paula Costa

Considerando a greve dos professores que se está a suceder à pandemia, diretores pedem prolongamento dos planos de recuperação nas escolas.

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Os diretores das escolas públicas pedem ao Ministério da Educação a extensão, por mais um ano, dos planos de recuperação das aprendizagens.

Confrontado com as conclusões do relatório sobre o Estado da Educação 2021, que apontam para um aumento das reprovações no ensino básico, em particular no terceiro ciclo, o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considerou “normal” este aumento, tendo em conta a mudança do ciclo e a forma como a pandemia interferiu nas aprendizagens.

Segundo o relatório, cerca de 30 mil alunos reprovaram, o que representa um aumento de, aproximadamente, um ponto percentual, para 3,1% do total de alunos.

O estudo indica também que o sétimo ano continua a ser o que apresenta a maior taxa de retenção e de desistência de todo o ensino básico.

Filinto Lima lembra que a transição do 6.º para o 7.º ano é “grande até nas aprendizagens”, pois representa a passagem do 2.º para o 3.º ciclo, por alunos de “12 ou 13 anos e que são pouco autónomos. Se juntarmos a esta naturalidade a pandemia, estão criadas as condições para que esta taxa de retenção tenha aumentado, numa altura em que as escolas estão a aplicar os seus planos de recuperação das aprendizagens”, acrescentou.

Neste quadro, Filinto Lima defende a extensão do plano de recuperação de aprendizagens por mais um ano letivo.

Embora reconheça que o número será corrigido nos próximos anos, fruto dos planos de recuperação, Filinto Lima lembra que “neste segundo ano das aprendizagens, já tivemos uma altura de confinamento e estamos agora a viver o momento da greve dos professores” por isso, pedem ao Ministério da Educação que prolongue, por mais um ano, o plano de recuperação.

Estabilidade dos professores é precisa

No entanto, para que tal seja possível, Filinto Lima diz ser necessário haver uma maior estabilidade do corpo docente.

“Aquilo que se queria era que os professores se fixassem em escolas onde pudessem permanecer ao longo de vários anos, se for essa a sua vontade, e o sistema tem de criar condições para que isso possa acontecer.”

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