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Área Metropolitana de Lisboa

Durante 10 horas em dezembro, caiu na área de Lisboa 15% do total de chuva de 2022

17 jan, 2023 - 15:47 • Lusa

“A precipitação, em 2022, foi cerca de 55% superior face a 2021 (um dos anos mais secos desde que há registos meteorológicos).”

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A chuva que caiu em dez horas do passado mês de dezembro na Área Metropolitana de Lisboa (AML) representou 15% da precipitação total anual de 2022, de acordo com os dados recolhidos em 18 estações meteorológicas, foi anunciado esta terça-feira.

“Em apenas dois dias de dezembro (entre as 20h00 e a meia-noite do dia 07 e entre a meia-noite e as 06h00 do dia 13) choveu 15% do total de precipitação anual na Área Metropolitana de Lisboa”, refere uma nota de imprensa da AML, adiantando que a precipitação média acumulada de dezembro correspondeu a 42% do total do ano passado.

“Em 2022 choveu no território da Área Metropolitana de Lisboa 681,69 mm (valor médio acumulado) em 100 dias (265 dias não registaram qualquer precipitação)”, refere a nota de imprensa, adiantando que o mês de dezembro “foi muito chuvoso” na AML.

A informação divulgada pela AML com base na recolha e tratamento de dados das 18 estações meteorológicas da região metropolitana, em comparação com os dados de anos anteriores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), refere também que o município de Odivelas registou a maior precipitação média anual acumulada (900 mm).

O concelho do Seixal, ainda de acordo com a AML, registou “o maior valor médio acumulado diário, com 109,60 mm, no dia 13 de dezembro, que correspondeu a 15% do total da precipitação do ano de 2022 naquele município”.

Apesar da chuva do passado mês de dezembro, a AML salienta que a comparação da média anual de precipitação acumulada em 2022 nas 18 estações meteorológicas do projeto CLIMA.AML com a média de 30 anos (1971-2000) permite concluir que o ano de 2022 teve “menos 18% de precipitação” do que a média desses 30 anos (1971-2000).

O projeto ‘CLIMA.AML – Rede de Monitorização e de Alerta Meteorológico Metropolitano’, que dispõe de uma rede integrada de monitorização meteorológica em contexto urbano com uma estação meteorológica em cada um dos seus 18 municípios, permite conhecer os padrões associados às alterações climáticas e os impactos nas comunidades locais, mediante uma plataforma online que supervisiona, avalia e compatibiliza os dados meteorológicos recolhidos, em complementaridade com a rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Ainda de acordo com a AML, a comparação de dados de 2022 do CLIMA.AML com os dados do IPMA referentes a 2021 permite concluir que “a precipitação, em 2022, foi cerca de 55% superior face a 2021 (um dos anos mais secos desde que há registos meteorológicos)”.

No que respeita à temperatura, a AML, com base em dados preliminares do IPMA, diz que “2022 foi o mais quente em Portugal, desde 1931”, ano que se iniciaram os registos meteorológicos daquele instituto.

Segundo os dados das 18 estações meteorológicas, a temperatura média anual na AML, em 2022, foi de 17,56 graus centígrados, mais um grau centígrado acima do valor médio nacional em 2022 (16,6 graus centígrados), e a temperatura máxima registada na região foi de 43,33 graus centígrados, no dia 13 de julho, em Alcochete.

A AML refere ainda que o município do Barreiro teve a temperatura média anual mais elevada - 18,13 graus centígrados - e que a temperatura média anual acumulada mais baixa, de 16,32 graus, foi registada em Sintra.

O projeto CLIMA.AML, que pretende dar continuidade ao Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa, está inserido no programa Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono e é financiado pelos EEA Grants 2014-2021.

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