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"Estamos em melhoria clara". Aviso da meteorologia baixa para amarelo em Lisboa e Setúbal

13 dez, 2022 - 16:37 • Teresa Almeida , André Rodrigues , Celso Paiva Sol

Situação de acalmia poderá, no entanto, durar pouco tempo. Presidente do IPMA diz à Renascença que "no mapa do Atlântico Norte vemos que, atrás desta depressão, já se está a formar outra” que, muito provavelmente, vai voltar a afetar o território continental português.

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A situação meteorológica tende a melhorar e os distritos de Lisboa e de Setúbal deixaram estar terça-feira à tarde de estar em aviso laranja e passaram a aviso amarelo, confirma o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) à Renascença.

“Já mudámos os avisos mas, em termos do sistema, já estamos em situação de melhoria clara. Passámos para aviso amarelo e, posteriormente, há de passar para aviso verde”, disse o presidente do IPMA, Miguel Miranda.

Nesta altura, o presidente do IPMA diz que a prioridade é garantir o escoamento da água acumulada nos solos.

Miguel Miranda alerta para as “vertentes pouco estabilizadas”, para os “muros cuja capacidade de escoamento pode estar comprometida” e para os “deslizamentos de terrenos”.

O aviso amarelo prevê aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada.

“À volta de Lisboa, há várias zonas com declives acentuados, em todas essas situações há risco de aluimentos e deslizamentos de terras”.

Agora que o pior parece ter passado, o presidente do IPMA já projeta os próximos dias, com nova depressão à vista: “vamos preparar-nos para a próxima, porque se olharmos para o nosso site e observarmos o mapa do Atlântico Norte vemos que, atrás desta depressão, já se está a formar outra”.

Ou seja, “podemos estar a falar nisto outra vez daqui a uns dias”, avisa o presidente do IPMA.

Dados atualizados à Renascença, revelam que desde a meia noite já foram registadas 2.616 ocorrências em todo o país.

57% desse total, quase 1.500, foram registadas no distrito de Lisboa.

Seguem os distritos de Setúbal com 384 situações de emergência, Portalegre com 169, e Santarém com 150.

De resto, as inundações são 70% do total de ocorrências, seguidas de 244 quedas de árvores, 179 deslizamentos de terras, e 161 quedas de estruturas.

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