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​Protesto climático. ZERO não defende ocupação de escolas, mas compreende

14 nov, 2022 - 16:53 • José Pedro Frazão , com redação

A principal reivindicação dos estudantes é o fim dos combustíveis fósseis até 2030. Francisco Ferreira, da ZERO, não acredita que isso seja exequível nessa data.

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A associação ambientalista ZERO esteve presente em diversas manifestações de ativistas climáticos, como no último sábado em Lisboa, mas demarca-se de algumas formas de atuação e reivindicações dos jovens ativistas.

Em declarações à Renascença, Francisco Ferreira, presidente da ZERO, compreende as ocupações das escolas como um alerta essencial para a sociedade, mesmo que a associação não partilhe os mesmos métodos.

“Não é a forma de atuação da ZERO, mas ao mesmo tempo é fundamental os diferentes sociais que a sociedade civil e, principalmente, os jovens estão a dar, em Portugal e em diversas partes do mundo”, afirma o ambientalista.

Desde o Egito, onde está a acompanhar os trabalhos da Cimeira do Clima, o presidente da ZERO refere que os avanços em matéria de combate às alterações climáticas e aquecimento global são “muito curtos”.

“Portanto, é fundamental que, quer à escala do país quer à escala global, estes alertas tenham um maior impacto e daí que as greves climáticas, as ocupações de escolas esteja, de acordo com a natureza dos movimentos, a fazer parte deste alerta que nós consideramos essencial, porque estamos muito perto de um inferno climático, como disse o secretário-geral das Nações Unidas”, sublinha.

A principal reivindicação dos estudantes é o fim dos combustíveis fósseis até 2030. Francisco Ferreira, da ZERO, não acredita que isso seja exequível nessa data.

“Há efetivamente diferenças. Eu diria que nós concordamos, em absoluto, com a urgência climática. Já, por exemplo, no que respeita a nós conseguirmos abandonar os combustíveis fósseis em Portugal e atingirmos a neutralidade climática em 2030, nós achamos que não temos condições económicas e sociais para o fazer, mas também achamos que 2050 é demasiado tarde”, refere Francisco Ferreira.

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