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Monkeypox. Portugal com 944 casos e mais de 800 pessoas vacinadas

21 out, 2022 - 13:49 • Lusa

A DGS diz que se verifica uma redução do número de casos reportados desde julho de 2022, como acontece na generalidade dos países europeus, mas considera "pertinente manter as recomendações de prevenção e controlo.

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Portugal registou na última semana mais quatro casos de Monkeypox, totalizando 944, revelam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), segundo os quais já foram vacinadas mais de 800 pessoas no país.

“Desde 3 de maio [dia em que foi detetada a presença do vírus Monkeypox (VMPX) em Portugal] até 19 de outubro de 2022, foram identificados 944 casos confirmados laboratorialmente, mais quatro em relação à semana passada”, refere a DGS no relatório semanal publicado no ‘site’.

Até à passada quarta-feira, foram reportados ao Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVEmed) 873 casos, sendo a maior parte pessoas com idades entre os 30 e 39 anos (380; 44%) e homens (865; 99,1%). Há oito casos reportados de mulheres (0,9%).

Os dados adiantam que, entre 16 de julho a 16 de outubro, foram vacinados no contexto de vacinação pós-exposição 554 contactos.

Em complemento à vacinação pós-exposição, iniciou-se a 26 de setembro a vacinação preventiva para grupos com risco acrescido de infeção humana por VMPX, tendo sido vacinados desde essa dada 261 pessoas.

A vacinação preventiva está a decorrer nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Norte, Centro, e Algarve, estando a ser também organizada nas restantes regiões do país, adianta a DGS, que tem disponível no ‘site’ a lista de locais onde são administradas as vacinas.

A Direção-Geral da Saúde afirma que está a acompanhar a evolução da situação epidemiológica, a nível nacional e internacional, “o que tem permitido verificar que a situação de redução do número de casos reportados a nível nacional desde julho de 2022 é similar à da tendência de declínio constante descrita nos países da UE/EE”.

“Considera-se pertinente manter as ações de diagnóstico precoce, isolamento, rastreio e seguimento eficaz de contactos, apoiadas pelas estratégias de vacinação preventiva e pós-exposição visando a redução das cadeias de transmissão e o controlo do surto”, sublinha no relatório.

De 1 de janeiro a 17 de outubro deste ano, foram reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS) 73.436 casos confirmados e 1.094 casos prováveis de infeção humana por VMPX, em 109 países, incluindo 29 óbitos.

O número de novos casos reportados semanalmente no mundo diminuiu 20,6% na semana de 10 a 16 de outubro comparativamente com a anterior.

A maioria dos casos das últimas quatro semanas foi notificada na Região das Américas (88,5%) e na Região Europeia (9,2%).

Os 10 países com maior número de casos são os Estados Unidos da América (27.128), Brasil (8.621), Espanha (7.239), França (4.064), Reino Unido (3.673), Alemanha (3.651), Peru (2.785), Colômbia (2.730), México (2.147) e Canadá (1.410).

Juntos, estes países representam 86,4% dos casos notificados globalmente, refere a DGS, salientando que, em 17 de outubro, a OMS continuava a considerar que o risco global é moderado, sendo alto na região europeia.

Segundo a DGS, os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

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