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Conflito de interesses?

Marido da ministra Ana Abrunhosa recebeu fundos comunitários. PGR não vê ilegalidades, mas alerta para "obscuridade da lei"

28 set, 2022 - 00:04 • André Rodrigues

A Thermavelt, empresa detida a 40% pelo marido da ministra da Coesão Territorial, recebeu mais de um terço de um apoio comunitário de mais de 303 mil euros. Foi criada duas semanas antes do início da execução do projeto.

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O marido da ministra da Coesão Territorial terá beneficiado de fundos comunitários, segundo avança o jornal Observador.

Em causa estão duas empresas detidas, em parte, pelo empresário António Aragão, que receberam várias centenas de milhares de euros em fundos comunitários.

Num dos dois projetos, a Thermavelt, empresa detida a 40% pelo mariodo da ministra, recebeu mais de um terço do apoio comunitário de mais de 303 mil euros.

Segundo o Observador, esta empresa foi criada em outubro de 2020, 15 dias antes do início do projeto, e tem como parceira uma outra entidade, a HPRD, que iniciou a sua atividade a 1 de novembro de 2020.

Há ainda um outro apoio vindo de um fundo comunitário recebido por uma empresa na qual o marido da ministra tem uma participação indireta, embora esse seja de apenas 66.015 euros e no âmbito do programa Compete 2020, que é tutelado pelo Ministério da Economia.

Trata-se da empresa XIPU, detida em parte pela Multialimenta, que, por sua vez, é detida em parte pelo marido da ministra da Coesão.

Enquanto ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa é responsável pelas comissões de coordenação e de desenvolvimento regional que são responsáveis pela gestão dos fundos comunitários.

Ana Abrunhosa pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer que se pronunciasse sobre eventuais conflitos de interesses.

A ministra escuda-se no facto de o documento não identificar ilegalidades. No entanto, o parecer da PGR alude à “obscuridade da lei”, sugerindo aos legisladores que “ponderem cuidadosamente” sobre que está em causa.

Comentários
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  • ORLANDO COSTA
    03 out, 2022 TOMAR 16:40
    Temos mais um caso "ISABEL DOS SANTOS?" Neste terrinha já de tudo se há-de esperar.

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