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​Governo recomenda desligar luzes de Natal à meia-noite e teletrabalho para poupar energia

27 set, 2022 - 16:29 • Ricardo Vieira, com Lusa

As medidas para reduzir os consumos energéticos, em tempo de guerra e de crise energética, constam de uma resolução do Conselho de Ministros, publicada esta terça-feira, em Diário da República.

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Desligar as luzes de Natal à meia-noite e teletrabalho são algumas das recomendações do Governo no âmbito do Plano de Poupança de Energia.

As medidas para reduzir os consumos energéticos, em tempo de guerra, escalada da inflação e crise energética, constam de uma resolução do Conselho de Ministros, publicada esta terça-feira, em Diário da República.

O documento recomenda que, de 6 de dezembro de 2022 a 6 de janeiro de 2023, se possa “ajustar os períodos de utilização da iluminação natalícia para o horário entre as 18h00 e as 24h00”.

Outra recomendação passa por "desligar iluminação interior de caráter decorativo de edifícios a partir das 22h00 no período de inverno e a partir das 23h00 no período de verão".

Desligar a iluminação exterior de caráter decorativo dos edifícios a partir das 24h00, salvaguardando questões de segurança; e desligar a iluminação interior sempre que o espaço não esteja em uso e após o horário de trabalho; também fazem parte das medidas.

De acordo com o plano, as temperaturas dos equipamentos de climatização interior serão reguladas “para o máximo de 18.°C no inverno e o mínimo de 25.°C no verão” entre outras iniciativas.

Teletrabalho e medidas para poupar água

No que diz respeito à água, o executivo pretende a “redução do tempo de água corrente e adequação da temperatura da água do sistema de aquecimento à estação do ano”, bem como a “redução da quantidade de água utilizada na lavagem de pavimentos”, reduzir o “número de lavagens de veículos” e outras estratégias.

Além disso, a rega será programada “para horários de menor evaporação” ligando-se depois das 20h00 no período de verão e das 17h00 no período de inverno.

O Governo pede às empresas que recorram ao teletrabalho, "sempre que seja viável", bem como “ações de informação no âmbito das poupanças associados ao consumo energético, bem como das deslocações casa-trabalho-casa”.

Por outro lado, entre as recomendações para a administração local, muitas delas semelhantes ao que será obrigatório na central, conta-se a “regulação da temperatura da água de piscinas interiores para 26.°C e diminuição de 2.°C na temperatura de aquecimento ambiente onde se inserem as piscinas cobertas (para 28.°C)”.

Para a indústria, o executivo aconselha a redução da climatização. É também sugerida a criação de plataformas digitais para monitorizar a poupança de energia.

Já para a generalidade da população, para as habitações particulares, as medidas do governo incidem sobretudo na criação de um programa para a substituição de caldeiras a gás natural.

Também para os privados há várias medidas semelhantes, mas o Estado recomenda ainda a “redução do tempo de água corrente de banhos e duches e adequação da temperatura da água do sistema de aquecimento à estação do ano” e a “minimização do número de utilizações da máquina de lavar roupa e máquina de lavar louça, utilizando a sua capacidade máxima”, entre outras.

Noutro plano, a resolução do Conselho de Ministros também determina, a partir de 1 de outubro, uma suspensão temporária nos recursos hídricos de 15 albufeiras, "até que sejam alcançadas as cotas mínimas da sua capacidade útil que venham a ser estabelecidas".

“Na sua totalidade, as medidas apresentadas no Plano de Poupança de Energia 2022-2023 poupam 188 mcm [milhões de metros cúbicos] de gás natural, o que representa 5% do consumo face ao período de referência”, refere o Governo no diploma.

“O Plano de Poupança de Energia 2022-2023 contempla medidas com prazo de implementação inferior a três meses, e que representam uma redução de 3% face ao período de referência”, sendo que “atendendo ao objetivo voluntário de redução de 15% do consumo, consegue-se alcançar 19 % do objetivo com as medidas imediatas e 31% do objetivo com o total das medidas”.

No entanto, “no caso de ser declarado alerta da União, o Plano de Poupança de Energia 2022-2023 passará a ser de caráter obrigatório e poderá contemplar medidas excecionais”, alertou.

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  • Ivo Pestana
    29 set, 2022 RaM 15:27
    Mas, o Governo Regional já afirmou que não vai acatar as recomendações, pois as luzinhas trazem turistas!!!
  • Maria
    27 set, 2022 Palmela 16:02
    Entao quem se deitar as 10 ? Levanta-se a meia noite pra apagar a luz?

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