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Jorge Sampaio, o “grande senhor” da democracia portuguesa, diz Marcelo

19 set, 2022 - 19:06 • Lusa

Se fosse vivo, o antigo Presidente da República teria celebrado, no domingo, 83 anos de vida.

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O Presidente da República recordou esta segunda-feira o antigo chefe de Estado Jorge Sampaio, que teria celebrado no domingo o seu 83.º aniversário, como “o grande senhor” da democracia portuguesa cujo “espírito inconformado continuará a ser uma referência”.

“O Presidente da República, na data em que se assinala o aniversário do Presidente Jorge Sampaio, recorda com profunda saudade o grande Estadista, o grande Senhor da nossa Democracia, que, com luminosa inteligência e serenidade, lutou sempre pela liberdade e pela igualdade”, lê-se na nota publicada na página da Internet da Presidência da República.

Marcelo Rebelo Sousa destaca que “o seu exemplo, o seu espírito inconformado, continuará a ser uma referência para todos aqueles que procuram paz e justiça”.

“Nesta data, presta homenagem ao Amigo de uma vida”, refere ainda a nota.

Nascido em 18 de setembro de 1939, Jorge Sampaio, que exerceu o cargo de Presidente da República entre 1996 e 2006, morreu em 10 de setembro de 2021, aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, Oeiras.

Antes do 25 de Abril de 1974, Jorge Sampaio foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Em 2013, fundou a Plataforma Global para os Estudantes Sírios, a que presidiu, e que tinha como objetivo contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

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