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Pico da Covid-19 "já terá passado". Governo não recua nas medidas

26 mai, 2022 - 14:18 • Ricardo Vieira

"O fim da obrigatoriedade da máscara não significa que não seja utilizada em situações de maior risco", apela a ministra da Presidência.

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O pico da sexta vaga da pandemia de Covid-19 "já terá passado", declarou esta quinta-feira a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

"Ontem, reunimos com peritos e, muito provavelmente, o pico já terá passado, com algumas regiões e faixas etárias já com quedas visíveis", afirmou a ministra na conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.

De acordo com Mariana Vieira da Silva, apesar do aumento do número de casos de Covid-19 e de mortos nas últimas semanas, "a decisão foi manter as medidas em vigor".

"O fim da obrigatoriedade da máscara não significa que não seja utilizada em situações de maior risco", apela a ministra da Presidência.

"Neste momento, a prioridade do Governo é a proteção das pessoas mais vulneráveis. Isso explica a vacinação que neste momento ocorre para os maiores de 80 anos e para os residentes em lares, mas também significa que cada um de nós, na sua vida do dia a dia, também tem esse dever de proteção dos mais vulneráveis, utilizando a máscara e evitando o contacto com pessoas mais vulneráveis se tivermos sintomas ou contactos de maior risco", refere Mariana Vieira da Silva.

O Governo, ouvindo os peritos, tem vindo a acompanhar a evolução da pandemia e considera que neste momento não é preciso avançar com medidas adicionais, como o regresso ao uso obrigatório da máscara em espaços fechados.

"Neste momento e face ao facto de em muitas regiões do país já se estar a verificar esta inversão da trajetória. Tendo em conta que o número das pessoas internadas em cuidados intensivos está abaixo dos 40% do que era a linha vermelha, tendo em conta que estamos a realizar o reforço vacinal dos maiores de 80 anos e todos aqueles que já podem levar a dose de reforço, o Governo entende que não são necessárias medidas adicionais, o que não significa que não seja necessário um cuidado adicional de cada um de nós", afirma a ministra da Presidência.

[em atualização]

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