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Segurança Interna

Número de polícias feridos que necessitou de internamento aumentou 157%

26 mai, 2022 - 19:58 • Lusa

Dos 1.042 elementos das forças e serviços de segurança feridos, 730 eram agentes da PSP, 266 militares da GNR, 42 da Polícia Judiciária e quatro da Polícia Marítima, revela Relatório Anual de Segurança Interna.

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O número de elementos das forças e serviços de segurança feridos em serviço e que necessitou de internamento hospitalar aumentou 157% em 2021 em comparação com 2020, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

O RASI de 2021 dá conta que 1.042 elementos das forças e serviços de segurança ficaram feridos em resultado da atividade operacional, 18 dos quais necessitaram de internamento no hospital e 1.024 sofreram ferimentos ligeiros.

Os polícias com necessidade de internamento aumentaram 157% em 2021 face a 2020, enquanto os elementos das forças e serviços de segurança com ferimentos ligeiros aumentaram 21%.

O RASI destaca também que um militar da Guarda Nacional Republicana morreu em serviço no ano passado.

Dos 1.042 elementos das forças e serviços de segurança feridos, 730 eram agentes da PSP, 266 militares da GNR, 42 da Polícia Judiciária e quatro da Polícia Marítima.

O RASI de 2021, aprovado esta semana pelo Conselho Superior de Segurança Interna e entregue na Assembleia da República, avança também que o efetivo global das forças e serviços de segurança diminuiu 0,9%, com maior incidência na GNR.

O efetivo da GNR, PSP, PJ, SEF e Polícia Marítima totalizava 44.567 elementos no final do ano passado, enquanto em dezembro de 2020 eram 44.969.

Na GNR saíram 664 miliares e entraram 258, na PJ saíram 59 elementos e não se registou qualquer ingresso, no SEF também não foram admitidos novos inspetores, mas saíram 94, e deixaram a Polícia Marítima 33 polícias e ingressou um elemento.

De acordo com o RASI, a única força de segurança que registou um saldo positivo foi a PSP, polícia que recrutou 774 novos elementos e registou 602 saídas.

Numa análise ao RASI, o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) dá destaque à redução do efetivo das forças e serviços de segurança, que se agravou em 2021, mantendo a tendência de descida dos últimos anos.

“Nos últimos cinco anos o pessoal das forças e serviços de segurança registou uma redução de quase 1000 elementos (cerca de 2%), com reflexos especialmente na GNR (redução de 4% entre 2017 e 2021). Na PSP houve um aumento de pouco mais de 1%, entre 2019 e 2021, mas este último ano ainda fica 1% abaixo de 2017. A PJ tem, em 2021, um efetivo inferior em 3% ao de 2017. Ao contrário, os quadros do SEF cresceram quase 16% desde 2017 (apesar da quebra de 9% entre 2020 e 2021)”, refere o OSCOT, liderado por Jorge Bacelar Gouveia.

O OSCOT refere ainda que a GNR “não conseguiu recuperar” nos últimos três anos, os níveis de 2017 e de 2018.

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