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Engenheiros portugueses são finalistas do Prémio Europeu do Inventor

17 mai, 2022 - 17:14 • Redação

A criação de centrais fotovoltaicas flutuantes que seguem o sol colocou Nuno Correia e Carla Gomes como finalistas do prémio de inovação do Instituto Europeu de Patentes. Este sistema de “ilhas” de painéis solares permite maximizar a energia solar captada.

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Nuno Correia e Carla Gomes, finalistas do Prémio Europeu do Inventor Foto: Ricardo Castelo / EPO
Nuno Correia e Carla Gomes, finalistas do Prémio Europeu do Inventor Foto: Ricardo Castelo / EPO
Nuno Correia e Carla Gomes, finalistas do Prémio Europeu do Inventor Foto: Ricardo Castelo / EPO
Nuno Correia e Carla Gomes, finalistas do Prémio Europeu do Inventor Foto: Ricardo Castelo / EPO

Os engenheiros portugueses Nuno Correia, Carla Gomes e a sua equipa foram nomeados para o Prémio Europeu do Inventor 2022, anunciou o Instituto Europeu de Patentes (IEP).

Os investigadores querem apostar na criação de centrais fotovoltaicas flutuantes que seguem o sol. Este sistema de “ilhas” de painéis solares permite maximizar a energia solar captada.

O PROTEVS, nome do sistema desenvolvido, consiste em “ilhas” de 38 metros de diâmetro com 180 painéis solares fotovoltaicos, cada uma, que permitem que estes rodem direcionando-se para o sol, através de motores elétricos. Esta invenção de dois engenheiros portugueses permite aumentar em 40% o nível de eficiência destes painéis, e é feita de 100% materiais reciclados.

Esta tecnologia foi desenvolvida no Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), no Porto. O projeto de Nuno Correia e Carla Gomes é um dos quatro finalistas na categoria de pequenas e médias empresas com menos de 250 empregados e um volume de negócio anual abaixo dos 50 milhões de euros. O anúncio do vencedor será feito a 21 de junho de 2022.

O presidente do IEP, António Campinos, vê esta invenção como “um excelente exemplo de como a tecnologia pode ajudar a reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e contribuir para uma utilização mais sustentável dos recursos da terra, ao mesmo tempo que encoraja o investimento em energias renováveis em larga escala”, lê-se no comunicado enviado à Renascença.

Painéis Solares Fotovoltaicos Flutuantes Foto: Ricardo Castelo / EPO
Painéis Solares Fotovoltaicos Flutuantes Foto: Ricardo Castelo / EPO
Painéis Solares Fotovoltaicos Flutuantes Foto: Ricardo Castelo / EPO
Painéis Solares Fotovoltaicos Flutuantes Foto: Ricardo Castelo / EPO
Painéis Solares Fotovoltaicos Flutuantes Foto: Ricardo Castelo / EPO
Painéis Solares Fotovoltaicos Flutuantes Foto: Ricardo Castelo / EPO

Os dois engenheiros e a sua equipa foram contratados pela empresa portuguesa SolarisFloat, para desenvolver este sistema de ilhas flutuantes que tornou possível com que painéis solares fotovoltaicos, em água, sigam a posição do sol, o que já acontecia em terra.

A instalação de sistemas fotovoltaicos na água pode aumentar a sua eficiência até cerca de 15%, em comparação com a instalação em terra. Além deste fator, Nuno Correia explica que “ter estes sistemas na água também significa que não estamos a ocupar terreno com potencial agrícola com a produção de energia fotovoltaica”.

Além dos benefícios na maximização de produção de energia solar, o PROTEVS tem efeitos na mitigação da escassez de água. Ao produzir sombras e atuar como corta-vento, a plataforma reduz a evaporação em até 60%, lê-se no comunicado enviado à imprensa. Este fator torna-se bastante importante em países onde a escassez de água é um problema relevante, como o caso de Portugal.

Os efeitos do PROTEVS nos ecossistemas locais estão agora a ser avaliados num projeto-piloto com um consórcio liderado pela Organização de Investigação Científica Aplicada dos Países Baixos.

Será a SolarisFloat, empresa que subcontratou a criação do PROTEVS ao INEGI, quem terá a pose da patente e, por consequência, o comercializador deste sistema.

Nuno Correia mostra a importância da empresa portuguesa para o desenvolvimento desta tecnologia e afirma que “ninguém teria investido o dinheiro que eles investiram sem uma patente".

Os planos comerciais da empresa projetam um mercado internacional onde se expeta que o mercado de painéis solares flutuantes cresça mais de 24% entre 2022 e 2030.

É já a terceira vez que o Prémio Europeu do Inventor tem nomes portugueses como finalistas. Em 2013, Helena Pereira foi finalista enquanto coordenadora da investigação, desenvolvida em conjunto com a Corticeira Amorim, para expansão e maior aproveitamento da cortiça. Em 2016, a atual ministra da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, foi finalista com o transístor de papel.

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