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"Ainda não estamos preparados". Aborto voluntário não vai ser critério para avaliar médicos

12 mai, 2022 - 00:00 • João Malheiro

À Renascença, o coordenador para a reforma dos cuidados de saúde primários explicou que a principal razão para a mudança de posição "é que o indicador não tinha consenso e havia médicos e enfermeiros que se sentiriam coagidos a alterar o seu comportamento clínico para o cumprir".

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O Grupo Técnico criado para a revisão do modelo de organização e funcionamento das Unidades de Saúde Familiar entendeu retirar os indicadores que faziam com que o aborto realizado em utentes e a presença de doenças sexualmente transmissíveis nas mulheres afetariam a avaliação de médicos de família.

À Renascença, o coordenador para a reforma dos cuidados de saúde primários, João Rodrigues, explicou que a principal razão para a mudança de posição "é que o indicador não tinha consenso e havia médicos e enfermeiros que se sentiriam coagidos a alterar o seu comportamento clínico para o cumprir".

"Se o indicador não é aceite socialmente e criar o contrário do que se pretende - melhorar tudo o que é atividade na área do planeamento familiar - não é um bom indicador", apontou.

No entanto, João Rodrigues mantém que se trata "de um bom indicador técnico de resultado", mas que "ainda não estamos preparados para ele".

"Não estamos preparados para ter indicadores de resultado. Temos de encontrar uma estratégia gradativa para caminharmos até lá chegarmos", acrescentou, indicando que, no futuro, podia voltar a considerar-se o uso destes indicadores.

Questionado sobre quando seria ser discutida a nova proposta, já sem estes dois indicadores, o coordenador indicou que seria realizada em breve, no máximo de 30 dias.

Em reação à proposta original, a Associação dos Médicos Católicos Portugueses defendia a proposta de recompensar os médicos de famílias com utentes sem abortos ou doenças sexualmente transmissíveis (DST).

"Os médicos não devem ganhar menos por não haver abortos na sua lista, ou por não haver DST, mas devem ganhar mais porque o objetivo da medicina é preventivo", dizia, à Renascença ,João Paulo Malta.

Em resposta a esta visão, o coordenador para a reforma dos cuidados de saúde primários, João Rodrigues, disse que a prevenção "faz parte de toda atividade médica e de enfermagem desta área".

"Não é uma questão de premiar ou deixar de premiar. Nunca quisemos prejudicar ninguém. Estamos a falar de coisas diferentes", afirmou.

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