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Portugal anuncia novo pacote de 2,1 milhões de euros em ajudas à Ucrânia

05 mai, 2022 - 13:56 • Diogo Camilo

Na Conferência Internacional de Doadores de Alto Nível para a Ucrânia, António Costa revelou um apoio adicional que inclui 1,1 milhões de euros em ajuda humanitária e um milhão de euros destinados à resposta humanitária da ONU.

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O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou esta quinta-feira uma ajuda adicional de 2,1 milhões de euros de Portugal à Ucrânia, incluindo 1,1 milhões de euros em ajuda humanitária e um milhão de euros destinados à resposta humanitária da ONU.

Numa mensagem pré-gravada na Conferência Internacional de Doadores de Alto Nível para a Ucrânia, que está a acontecer na Polónia, Costa voltou a afirmar que Portugal “está com a Ucrânia”.

“A brutal invasão da Ucrânia por parte da Rússia é um inaceitável ato de guerra no século XXI. As consequências desta hostilidade vão muito para lá do território ucraniano: milhões de refugiados procuram segurança no nosso continente. Portugal não é exceção e temos orgulho disso. Apesar de sermos o país mais a Ocidente na Europa, e os mais distantes da Ucrânia, já recebemos 35 mil refugiados ucranianos. A este povo reafirmamos o nosso compromisso forte para garantir a sua segurança e bem-estar”, disse o primeiro-ministro português.

“No entanto, estamos cientes que a situação mais difícil é a de aqueles que ficaram na Ucrânia, onde muitas vezes a situação humanitária é muito, muito crítica. Por isso, Portugal está pronto para se prestar a um compromisso financeiro de 1 milhão de euros para a resposta humanitária da ONU e adicionais 1,1 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia.”

O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, anunciou no final que foram angariados 6,5 mil milhões de dólares, cerca de 6,15 mil milhões de euros, pelas várias partes que estiveram presentes na conferência em ajuda à Ucrânia.

Na iniciativa coordenada pelos Primeiros-Ministros da Polónia e da Suécia, em parceria com os Presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, também não estiveram presentes líderes mundiais como o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o presidente dos EUA, Joe Biden, ou o presidente do Canadá, Justin Trudeau.

Na quarta-feira, António Costa anunciou ter aceitado o convite para visitar a Ucrânia numa data ainda a divulgar, após reunião por conferência de imprensa com o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Schmygal.

Nessa visita haverá um encontro entre o chefe de Governo português e o presidente ucraniano, Volodymy Zelenskiy, e será assinado um acordo de apoio financeiro de Portugal à Ucrânia no âmbito do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Também esta quarta-feira, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, anunciou que Portugal já enviou para a Ucrânia mais de "170 toneladas de material bélico e não bélico", incluindo material médico.

Antes da transmissão da mensagem de Costa, Zelenskiy falou por videoconferência, indicando que um apoio à Ucrânia é um “investimento na estabilidade”. “Este encontro prova que a Ucrânia, a Europa e todo o mundo estão a caminho da vitória. O nosso país continua a funcionar, o continente europeu continua unido e milhões de pessoas apoiam-nos, por isso a tirania irá perder”, disse Zelenskiy.

O chefe de Estado ucraniano anunciou que o país está já a preparar um plano de reconstrução da Ucrânia para depois da guerra, necessitando agora de apoio estratégico: “um investimento na estabilidade da Europa Central e de Leste”, como lhe chamou.

Já o presidente do Conselho Europeu indicou que o principal objetivo da iniciativa era a angariação de fundos para ações humanitárias sobre o povo ucraniano, lembrando números do FMI de que a Ucrânia necessita de 5 mil milhões de euros por mês para funcionar.

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  • ze
    05 mai, 2022 aldeia 19:41
    e para as reformas e pensões mais baixas,nunca há euros....

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