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Uma em cinco pessoas de Bragança está sem médico de família

04 mai, 2022 - 12:22 • Olímpia Mairos

No concelho de Bragança há 6.800 pessoas sem médico de família, o que representa 20% da população. Carência que, no entender da autarquia, poderia ser colmatada com a contratação de, pelo menos, quatro novos médicos.

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A autarquia de Bragança está preocupada com a falta de médicos de família naquele distrito transmontano.

Em comunicado, dá conta que “6. 800 pessoas do concelho de Bragança encontram-se, atualmente, sem médico de família, o que representa 20% da população”.

Um problema, que no entender do executivo municipal, poderia ser colmatado com a “contratação de, pelo menos, quatro novos médicos”.

A autarquia teme que o problema venha a agudizar-se na medida em que, este ano, “22 especialistas em Medicina Geral e Familiar da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) atingem a idade de reforma e, em 2023, mais oito médicos”.

“Trata-se, claramente e na perspetiva do Município de Bragança, de um desinvestimento na área da saúde por parte do Governo, contrariando as promessas feitas, em 2016, pelo primeiro-ministro, António Costa, que garantiu que todos os portugueses teriam, em 2017, médico de família. Ainda no início deste ano, falou que a solução passaria pela criação de incentivos para a localização de especialistas em Medicina Geral e Familiar nas zonas mais carenciadas do País”, lembra o município.

A autarquia refere ainda que, “à semelhança daquilo que tem acontecido em outras áreas, as promessas de investimento do Governo não se concretizam, tendo-se, mesmo, verificado precisamente o contrário na ULSNE, onde os especialistas em Medicina Geral e Familiar que se reformam não são substituídos por novos clínicos”.

“Uma situação que assume proporções e uma gravidade ainda maiores quando é sabido que, devido à pandemia, muitos procedimentos e consultas ficaram por realizar e terão que ser efetuados com a maior brevidade possível, sob pena de representar sérios riscos para a saúde da população de todo o distrito”, conclui o documento.

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