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Vacina Covid-19. Maiores de 80 recebem quarta dose a partir do final de agosto

02 mai, 2022 - 13:36 • Teresa Almeida, com Lusa

Ministra da Saúde, Marta Temido, diz que a melhor altura para vacinar a faixa da população mais vulnerável é antes do início do outono. União das Misericórdias aplaude medida.

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As pessoas com mais de 80 anos vão receber a dose de reforço da vacina contra a covid-19 a partir do final de agosto ou início de setembro, anunciou esta segunda-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

"O que se coloca neste momento é saber qual o melhor momento para avançarmos com a quarta dose ou dose de reforço. Face às características deste vírus, e estando a situação epidemiológica relativamente controlada, o que parece fazer mais sentido é que esse momento aconteça apenas antes do início do outono/inverno. Portanto, em final de agosto/início de setembro", disse a ministra da Saúde, no Porto.

Marta Temido adiantou ainda que a administração da dose de reforço às pessoas com mais de 80 anos está "em linha com a posição da Agência Europeia do Medicamento".

"Há evidência, que não é totalmente clara, [a administração do reforço] para a faixa etária entre os 60 e os 80 anos e parece haver alguma clareza de que abaixo dos 60 anos não se justificará", descreveu.

Marta Temido salvaguardou que "para grupos em função da sua situação de imunocomprometimento ou fragilidade imunitária", a quarta dose "já está a ser passada com prescrição médica" e garantiu que Portugal está preparado para continuar o processo.

A governante esteve hoje no Centro Hospitalar Universitário de São João a conhecer a remodelação da unidade de cuidados intensivos deste hospital.

O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, considera que a decisão de avançar com a quarta dose para maiores de 80 anos é adequada e atempada, e vai trazer mais calma ao próximo inverno.

“Em abstrato, considero a medida excelente. A medida para os mais idosos faz todo o sentido e tranquiliza-nos bastante, porque as idades médias dos utentes das misericórdias são elevadíssimas e por isso vai apanhar uma grande percentagem dos nossos utentes”, afirma Manuel Lemos em declarações à Renascença.

[notícia atualizada às18h06]


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