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Gouveia e Melo exonera capelão que desculpabilizou fuzileiros no Facebook

29 mar, 2022 - 22:10 • Redação

Polémica surge depois dos comentários, nas redes sociais, do capelão sobre a atuação do almirante no caso da morte do PSP Fábio Guerra.

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O capelão Licínio Luís, missionário passionista e marinheiro desde que foi chamado para cumprir o serviço militar obrigatório, foi exonerado, avança o semanário "Expresso".

A Marinha confirmou àquele jornal que "o Sr. Capelão Licínio teve uma audiência com o Sr. Almirante CEMA. À data de hoje, 29 de Março, o Sr. Capelão encontra-se exonerado."

Os motivos para a decisão prendem-se com uma publicação do capelão no Facebook, no qual fazia duras críticas a Gouveia e Melo por este ter criticado os dois fuzileiros suspeitos da morte do agente da PSP Fábio Guerra, ocorrida a 20 de março, à saída da discoteca Mome, em Lisboa.

Esta terça-feira, o capelão pediu desculpa a Gouveia e Melo através da mesma rede social. O "Expresso" avança que o capelão pode vir a ser readmitido.

“Não te deixes levar pelas primeiras impressões”, escreveu Licínio Luís na página pessoal do Facebook. “O senhor almirante que aguarde pela Justiça. Julgar sem saber não corre nada bem”, completou.

Na publicação, que já terá sido apagada, o capelão garante que “os jovens estavam a divertir-se e foram provocados”. O religioso perguntava aí a Gouveia e Melo: “O senhor almirante nunca foi para a noite? Nunca bebeu uns copos?”

Na madrugada de 20 de março, Fábio Guerra foi espancado depois de ter tentado separar uma briga entre os dois fuzileiros, um amigo e um cidadão estrangeiro que terá atacado Cláudio Coimbra.

Os dois suspeitos, que estão em prisão preventiva, admitiram as agressões. O agente acabou por morrer de múltiplas lesões cerebrais.

Esta terça-feira, num novo "post", o capelão pede desculpas a Gouveia e Melo e aos militares da Marinha. "É muito importante reconhecer perante a Marinha que errei ao dirigir-me de forma incorreta, inapropriada, interpretativa e pública ao almirante CEMA."

Comentários
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  • José J C Cruz Pinto
    30 mar, 2022 ILHAVO 14:27
    E foi muito bem demitido! E espero que não seja readmitido, apesar de ter pedido desculpa (faltando no entanto ainda a penitência). Não fez mais que a sua obrigação, pois a ideia que de outro modo ficaria seria que, eventualmente, teria também "bebido uns copos" quando disse o que disse ao CEMA. Pronto, foi um descuido, ... mas será melhor ir cuidar-se para outro lado, porque não há que - sem também nada saber do caso - defender rufias e desordeiros extremamente violentos. Os "ditos-cujos" já reconheceram o seu envolvimento no inadmissível e trágico acontecimento, não foi? Então é preciso deixar claro que, caso tenham sido provocados (?) sem eles próprios estarem com os copos, a sua obrigação era não abusarem das sua formação especializada em técnicas violentas e letais e, se necessário, chamarem as autoridades policiais, e não agredi-las (ou ajudar a agredi-las) selvaticamente. Ou, se estavam com os copos, ainda que de folga, não deviam estar - e não servem para ser fuzileiros. Chega assim? E, já agora, quanto às Forças Armadas em geral (e policiais também) seria bom reverem os requisitos de admissão, para não sermos de quando em vez surpreendidos com cenas violentas deste ou de qualquer outro tipo, roubos de paióis (ainda que por ex-militares) e o seu encobrimento, e corrupção ou roubos ao Estado em messes militares.
  • eu mesmo
    30 mar, 2022 asdass 10:24
    Assim se vê a sua nobre alma
  • Alexandre
    30 mar, 2022 Torres Vedras 09:37
    Um capelão a justificar a violência, isto está bem contado??? Senhor patriarca devia ver isso...
  • Maria Oliveira
    29 mar, 2022 Lisboa 21:34
    As afirmações feitas pelo Capelão da Marinha no facebook são inqualificáveis.

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