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Historiadora rejeita antissemitismo no país, mas quando se levantam populismos “vale tudo”

29 jan, 2022 - 13:20 • Sandra Afonso

O tema voltou a estar em destaque numa altura em que a lei dos sefarditas voltou à discussão pública, após o empresário russo Roman Abramovich ter recebido nacionalidade portuguesa, por descender de judeus sefarditas.

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Em entrevista à Renascença, Margarida de Magalhães Ramalho, investigadora do Instituto de História Contemporânea, lembra que muito do que se tem dito e escrito está enviesado por populismos.

Fala ainda da passagem dos judeus por Portugal, rota de fuga na segunda Guerra Mundial, quando acaba de se assinalar o Dia Mundial em memória das vítimas do Holocausto (27 de janeiro).

A investigadora acredita que, apesar de toda a investigação já realizada, ainda só foi aflorada a história destes homens, mulheres e crianças que encontraram a liberdade pelo nosso país.

Em “Fios Vermelhos – Portugal, a última esperança”, a responsável científica pelo memorial aos refugiados e a Aristides de Sousa Mendes (Vilar Formoso) conta algumas destas fugas, com relatos inéditos. Histórias partilhadas também nesta entrevista.

A historiadora revela como viveram exilados, refugiados e espiões no nosso país, onde chegavam já com pouco ou nenhum dinheiro, uma realidade à qual nem o sangue azul escapava. Todos acabaram dependentes da generosidade dos portugueses, que de uma forma geral não falhou.

Analisa ainda os motivos do Estado Novo, para dificultar e perseguir estes judeus, refugiados que não interessavam ao regime. Uma história que se repete no mundo e na atualidade.

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