Tempo
|
A+ / A-

Covid-19

Pressão nas urgências e pessoal infetado. Hospitais com dificuldade em completar escalas

12 jan, 2022 - 13:38 • Lusa

Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares explica que a pressão nas urgências sente-se por falta de resposta nos cuidados de saúde primários e na linha Saúde24.

A+ / A-

Os administradores hospitalares alertaram esta quarta-feira que os hospitais estão com dificudade em completar as escalas por terem muitos profissionais infetados com Covid-19 e que a pressão continua elevada na pocura das urgências.

Segundo a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), a pressão nas urgências "reduziu ligeiramente, mas continua a ser elevada", por falta de resposta nos cuidados de saúde primários e na linha Saúde24.

"A pressão [nas urgências] reduziu um pouco na última semana, sobretudo quando comparada com a semana a seguir ao Natal, em que se bateram recordes de procura, mas continua a ser uma pressão elevada", disse à Lusa Xavier Barreto, da APAH, acrescentando: "Esta tem sido a principal dificuldades, mais do que a gestão dos doentes em internamento".

O responsável sublinhou ainda a grande dificuldade que os hospitais têm tido em completar as escalas, não só porque muitos profissionais com filhos tiveram de ficar com eles com o prolongamento das férias escolares, mas também porque muitos outros estão infetados e a cumprir o isolamento.

"É um enorme desafio e tem sido um problema gravíssimo, em todas as áreas", sublinhou.

Xavier Barreto admite que o período de isolamento para quem não tem sintomas e tem a vacinação completa, incluindo a dose de reforço, poderia ter sido diferenciado aquando da revisão feita pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que reduziu para sete os dias o período de isolamento dos positivos assintomáticos e acabou com o isolamento para os coabitantes de caso positivo que tenham vacinação completa com dose de reforço.

"Em França, por exemplo, admite-se que os médicos continuem a trabalhar se testarem positivo, desde que tenham a dose de reforço", exemplificou.

"Eu não sou epidemiologista, mas da conversa que tenho com alguns colegas epidemiologistas e médicos de saúde pública considero que poderia ter havido uma diferenciação entre vacinados e não vacinados, sobretudo os vacinados com a dose de reforço", acrescentou.

Xavier Barreto contou que no hospital onde trabalha - no Centro Hospitalar e Universitário de São João - há situações de profissionais assintomáticos que acabam por descobrir, em testes de rotina, que estão positivos, mas também há profissionais vacinados e com a dose de reforço e que têm sintomas".

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • EU
    12 jan, 2022 PORTUGAL 18:54
    Hoje, porque SOU TEIMOSO, levei uma cidadã portuguesa a um hospital PRIVADO, pois não estava confortável com aquilo que estava a ouvir, TOSSE. Por volta das ONZE horas liguei e fui encaminhado para a Enfermagem afim de explicar o que se estava a passar. Fui aconselhado e encaminhado para deslocar lá a UTENTE. Às QUINZE horas deu entrada. Fui chamado para a ir buscar às DEZASSEIS e pico. No hospital a Utente fez TESTE Covid. Como deu negativo, foi encaminhada para a Medicina e fez RX. Como estava tudo NORMAL, foi medicada e teve alta. Apenas e só para informação, a Utente teve um gasto de 35€. Claro que o restante foi debitado ao subsistema de saúde respectivo. É evidente que este valor não pode ser suportado por MUITOS Cidadãos. Mas o que me leva a relatar este episódio de URGÊNCIA é pelo seguinte. É dito todos os dias que os HOSPITAIS públicos estão cheios. Os centros de saúde não conseguem dar resposta devido ao volume de Utentes que a eles recorrem. Então como é possível haver POLITIQUEIROS, candidatos ao próximo dia 30, que são CONTRA o serviço que os HOSPITAIS privados prestam a quem a eles recorre. Reparem que a prestação do serviço de saúde foi dentro de UMA HORA /-. Está aqui um EXEMPLO em como a GUERRA em volta do SNS, por parte de alguns Políticos, é pura guerrinha com BALAS de demagogia. Se precisarem de COMPROVATIVO basta pedirem que lhes será enviado de imediato. Este relato é direcionado para os Senhores Candidatos às eleições do próximo dia 30. Pensem e BEM.

Destaques V+