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Ciberataques a organizações aumentaram 81% em Portugal no ano de 2021

10 jan, 2022 - 16:48 • Lusa

África, Ásia Pacífico e América Latina foram os principais alvos de ciberataques contra organizações, mas é a Europa que regista o maior aumento percentual (68%) de ciberataques.

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A média semanal de ciberataques a organizações portuguesas aumentou, no ano passado, 81%, face a 2020, com uma organização a ser atacada 881 vezes por semana, destacando-se a educação e saúde, segundo dados do Check Point.

"Em 2021, o pico registou-se em dezembro, muito devido à vulnerabilidade no Log4J. Em Portugal, uma organização foi atacada, em média, 881 vezes por semana, um aumento de 81% face a 2020", indicou, em comunicado, a Check Point Research (CPR), área de 'threat intelligence' da Check Point Software Technologies, fornecedor de soluções de cibersegurança.

Neste período destacam-se, entre os setores mais visados, a educação, saúde e a administração pública/setor militar.

A nível global, o número de ciberataques por semana aumentou 50%, no ano passado, com o pico a registar-se em dezembro "muito devido à vulnerabilidade no Log4J".

Os setores mais afetados, em todo o mundo, foram a educação/investigação (com um aumento de 75%), seguido pela saúde (71%).

Segundo a análise hoje divulgada, África, Ásia Pacífico e América Latina foram os principais alvos de ciberataques contra organizações. Contudo, a Europa registou o maior aumento percentual (68%) de ciberataques.

"Novas técnicas de penetração nos sistemas e métodos de evasão fizeram com que fosse muito mais fácil para os 'hackers' levar a cabo as suas intenções maliciosas", afirmou, citado no mesmo documento, o 'data research manager' da Check Point Software, Omer Dembinsky, notando que algumas indústrias "fulcrais" para a sociedade estão a subir, cada vez mais, na lista dos mais atacados.

Este responsável disse ainda que os números devem progredir em 2022, "com os 'hackers' a inovar continuamente e a procurar novos métodos para executar ciberataques, especialmente 'ransomware'".

Omer Dembinsky recomendou ainda descarregar 'patches', segmentar redes e sensibilizar os colaboradores para estes problemas.

Para a realização desta análise foram utilizados dados e estatísticas detetados pelas tecnologias de prevenção de ameaças da Check Point.

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