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​Portugal pode atingir 37 mil casos diários de Covid a 7 de janeiro

28 dez, 2021 - 16:49 • Marta Grosso , Ricardo Vieira

Ministra da Saúde sublinha responsabilidade individual no combate à pandemia. “Numa sociedade madura e responsável não podemos desculpar-nos com os outros”, diz.

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Portugal pode atingir um máximo de 37 mil casos diários de Covid-19 em 7 de janeiro, avança a ministra da Saúde, citando previsões do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“As previsões apontam para 37 mil casos no dia 7 de janeiro”, declarou Marta Temido em entrevista à SIC Notícias e à RTP.

No dia em que Portugal registou uma forte subida de novos casos, ultrapassando os 17 mil infetados, a ministra admite que as estimativas e as previsões dos modelos matemáticos chegaram “com uma ligeira aceleração”.

“Estimávamos este número de novos casos para o dia 29 e chegou ontem”, afirmou, para avançar de seguida a previsão de 37 mil casos na primeira semana de janeiro.

Mas “era o impacto previsível desta variante”, acrescentou.

Até agora, o valor mais elevado tinha sido alcançado a 28 de janeiro, com 16.432 novas infeções. Nesse dia, e numa altura em que o processo de vacinação ainda era recente, morreram 303 pessoas devido com Covid-19.

Quanto a previsões sobre o pico da atual vaga, Marta Temido diz ser ainda prematuro para dizer. Em declarações à CNN, nesta tarde de terça-feira, a ministra da Saúde lembra que, normalmente, só sabemos do pico quando ele já passou.

Nesta altura, Marta Temido só tem certeza de uma coisa: “Esta fase não é menos exigente. É certamente menos grave, mas vai pôr-nos à prova nos próximos dias”.

“Não podemos desculpar-nos com os outros”

Nas declarações à SIC Notícias, Marta Temido sublinhou a importância do comportamento e responsabilidade individual no combate à pandemia e na contenção do número de casos.

“As responsabilidades estão mais nas mãos de cada um e não nas proibições ditadas pelo Estado. Fomos até ao limite do patamar de proporcionalidade”, afirmou, admitindo que é difícil o “equilíbrio entre o excesso e o defeito das medidas adotadas”.

“Tudo o que têm sido pareceres têm sido cumpridos rigorosamente, temos emitido pareceres de que não se deverão realizar determinadas iniciativas, há uma margem de arbítrio de decisão que cade a cada um de nós e, numa sociedade madura e responsável, não podemos desculpar-nos com os outros”, determinou.

A ministra da Saúde lembrou ainda que Portuga está com um risco de transmissão de 1,3, pelo que os casos estão a duplicar-se a uma média de oito dias. “Se não fizermos cada um a sua parte, não teremos êxito”, reforçou.

“Também quero acreditar que seremos capazes de vencer mais esta vaga, mas precisamos de nos unir”, conclui.

Pressão da Linha 24

“Os próximos dias serão de uma enorme pressão sobre o sistema”, nomeadamente sobre a Linha de Saúde 24, que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e a Direção-Geral da Saúde estão a melhorar, disse a ministra.

Ainda nesta semana, deverão ser sentidas melhorias ao nível do atendimento naquela linha de apoio, mas a previsão de grande aumento no número de casos não permitirá melhorar muito, advertiu Marta Temido.

Entre as medidas que estão a ser trabalhadas nos últimos “dias e horas”, está a alteração do algoritmo que serve a Linha Saúde 24, a abertura de mais cal centres e o reforço dos existentes.

“Estamos a sentir uma pressão na casa dos vários milhares de chamadas”, afirmou a ministra.

“O que estamos a fazer é preparar a linha para melhorar a resposta em tempo oportuno. Mas, com o aumento previsível dos casos, vai ser pressionada e ter constrangimentos no funcionamento”, ressalvou, lembrando os esforços em curso.


[Notícia atualizada às 18h48 com declarações da ministra da Saúde à CNN]

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