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Campus Sul

Ministro quer criar “massa crítica” com ajuda de estudantes estrangeiros

22 dez, 2021 - 17:32

Apresentado esta quarta-feira, o Campus Sul, consórcio que junta as universidades de Évora, Nova de Lisboa e Algarve, vai permitir criar novas licenciaturas, mestrados e doutoramentos, possibilitando aos estudantes passar períodos de tempo em cada uma das três instituições.

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Atrair estudantes estrangeiros para o sul do país é o grande desafio do Campos Sul, o novo consórcio, considerado único, formado pelas universidades de Évora, Nova de Lisboa e do Algarve, afirma o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“Se me perguntar porque é que é inédito, é no futuro, daqui a 10, 20 anos, poder perceber esta capacidade do Campus Sul de criar massa crítica, atraindo estudantes de todo o mundo”, disse Manuel Heitor, na apresentação do projeto, esta quarta-feira, em Évora.

O Campus Sul resulta de um trabalho de reflexão entre estas instituições de ensino superior que já mantém uma colaboração frequente em várias áreas e que, agora, querem aprofundar esse relacionamento através da criação, por exemplo de novas licenciaturas, mestrados e doutoramentos, permitindo aos estudantes passar períodos de tempo em cada uma destas universidades, com alojamento nas residências universitárias.

Prevê também a criação de centros de investigação aplicada e inovação para a sustentabilidade, e de agendas colaborativas com os principais parceiros sociais e económicos da região, nomeadamente em áreas deficitárias para o desenvolvimento da zona sul, como o património cultural, sustentabilidade das cidades e comunidades, conservação da biodiversidade marinha e agricultura sustentável.

“Não há duvida que vivemos numa economia que será cada vez mais uma economia do conhecimento e alargar a formação, permite ir buscar mais estudantes ao estrangeiro, tendo em conta o contexto demográfico particularmente específico de Portugal e do Alentejo”, referiu Manuel Heitor, aos jornalistas.

Para o governante, o Campus Sul é “uma oportunidade para investigadores, docentes e estudantes das três instituições se articularem com o tecido económico e social”, olhando para os problemas com impacto no território.

“Do património à questão energética, o hidrogénio e fotovoltaico que têm aqui condições únicas, à questão das cadeias alimentares associadas à gestão da água ou produtividade do solo, há aqui um conjunto de temáticas que precisam, todas elas de mais pessoas” e, este consórcio de universidades permite “atrair pessoas novas, estimular ideias disruptivas que criem, depois, mais economia e mais mercado”, destacou o ministro.

Manuel Heitor defende um ensino superior “vocacionado para o que as pessoas precisam”. De resto, defende, “a proximidade será cada vez mais uma realidade transformadora para o país, diversificando as formas de ensinar e aprender e pondo as pessoas no centro das estratégias de desenvolvimento”.

Coesão e descentralização de mãos dadas

Uma ideia que é partilhada também pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que se refere ao projeto como um exemplo de descentralização e de coesão.

“Não há coesão sem descentralização e desde o momento em que tomamos decisões, até ao momento em que as aplicamos, todos os atores são relevantes e devem estar envolvidos desde o início, porque só assim é que tomamos as medidas que o território necessita, garantindo resultados”, afirmou a ministra.

“Este consórcio é um exemplo de coesão, porque é uma rede na educação, na formação, na investigação e depois no trabalho com a comunidade”, realçou, sublinhando que “o conhecimento e a investigação não têm fronteiras, mas só se transformam em inovação, em valor e em qualidade de vida, quando são aplicados no território”.

Para Ana Abrunhosa, uma outra vantagem para os alunos, sejam estrangeiros ou nacionais, passa “por poderem conhecer um território desconhecido e mudar a perceção que ainda existe, o que vai ser absolutamente determinante para que se faça coesão territorial”.

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